quinta-feira, agosto 30, 2007

Eu concordo com tudo isso aí

Craques de 8 ou 80 (anos)
EDUARDO VIEIRA DA COSTA
Editor de Esporte da Folha Online

O Campeonato Brasileiro-2007 é um dos piores dos últimos anos, sem dúvida. Não existe nenhum time que dê gosto de ver jogar. Mas a situação mais desalentadora é ter chegado a um ponto em que não existe nenhum grande jogador atuando nos gramados nacionais que esteja em seu auge. Nenhum. Zero.

Isso não quer dizer que não exista nenhum bom jogador no Brasil hoje. Mas todos os que estão aqui, salvo alguma raríssima exceção, ou são jovens que estão despontando e esperando a primeira oportunidade para ir para o exterior ou são veteranos --que na maior parte das vezes já tiveram passagem pelo futebol estrangeiro.

Não existem craques de "meia-idade" no país. Estes estão todos fora. Escolher o melhor jogador de cada time neste Brasileiro é dificílimo. Quase ninguém tem um grande destaque. E, quando tem, encaixa-se facilmente o tal "craque" no perfil que descrevi.

O São Paulo, líder do Campeonato, por exemplo, tem como maior ídolo o goleiro Rogério Ceni, veterano de 34 anos. No Corinthians, encontrar o melhor é tarefa hercúlea. Talvez Vampeta, 33. No Santos, Kléber é ótimo e tem 27 anos. Mas, apesar disso, já está na fase da volta ao Brasil após passagem pelo exterior. É um "veterano novo". Os palmeirenses têm de se contentar com Edmundo aos 36 anos --sem contar Valdívia, que é chileno.

O cenário é o mesmo em outros Estados. No Rio, o Vasco tem como estrela o rodado Leandro Amaral, 30, ou, se preferirem, Romário, 41. O Botafogo se apóia em Dodô, 33. O destaque principal do Fluminense é o jovem meia-atacante Thiago Neves, 22. E, no Flamengo, Renato Augusto tem apenas 19.

Mesmo em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul ou qualquer outro Estado não se encontra um único craque verdadeiro no auge. A explicação para isso parece bem óbvia --a saída dos atletas cada vez mais jovens--, mas nunca antes a falta de grandes atletas foi tão latente no Brasileiro.

O time que for campeão, seja lá qual for, será um time meia-boca. E até a seleção do campeonato, eleita no prêmio Craque Brasileirão no final do ano, vai ser meia-boca.

Certa vez li em algum lugar que no futuro as pessoas do mundo inteiro iriam torcer pelas grandes potências do futebol europeu em detrimento dos times locais. Do jeito que a coisa anda, isso não deve estar muito longe de acontecer.

Eduardo Vieira da Costa, 30, é jornalista e foi repórter do diário "Lance" e da
Folha Online, onde atualmente é editor de Esporte. Escreve semanalmente,
às sextas-feiras, sobre futebol.

quarta-feira, agosto 22, 2007

O fator não-ser

Sair de casa
saber o que fazer
concentração
respiração
não é você

O fator não-ser é a busca
a iluminação é a luz

quinta-feira, agosto 16, 2007

Jady

Jady


Jady é uma mulher muito indecisa na vida

ela é prostituta, não quer sair desta condição a menos que algo ou alguém lhe dê

lhe dê o que o dinheiro não dá

ela não acredita em namoro, ela acha que namorado de puta é gigolô

cafetão

ouve reggae todos os dias

curte muito sua filha de 6 anos chamada Julia

ela é linda de morrer

Jady conheceu um homem hoje

às 19hs

depois conheceu outro

às 20hs

e depois mais outro

às 21hs

depois conheceu o Zé a 1h da matina

"Zé, canta pra mim uma canção enquanto você me fode? as câmeras da Luciana Gimenez registrarão tudo! Canta metendo e depois deixa eu te fazer gozar sem te encostar um dedo."

mas, Zé, você parece não estar falando com ninguém

outro sonho estranho

outra estranha em meu sonho

CpMf

Lula quer manter a cpmf
0,38% de alíquota
26mil cargos públicos
uma previdência infernal
Lula
ouça nossa classe
não dá
é prejuízo
não dá
Lula já foi oposição
e no poder come o prato da hiena
hiena é?
certeza!!!





quarta-feira, agosto 15, 2007

Café Filosófico

Essas são trocas de emails com o Quim, meu parceiro. É muito bom pra cabeça, espero que os mails continuem.

Em 13/08/2007, às 17:26, Bruno Prieto escreveu:
>
>>O falso movimento
>>Por Henry Burnett
> >
>>Mídia adota o calypso, gênero musical que surgiu fora das
>>gravadoras, mas ainda tem dificuldades para engolir o rap
> >
> >
>>Há mais de uma década o mercado fonográfico brasileiro começou a
>>sua mais radical transformação. Compositores, bandas, produtores,
>>críticos e todos os envolvidos na complexa rede que dá sustentação
>>à música brasileira viram os modos de feitura e distribuição
>>implodirem, dando origem a uma nova configuração, que passou a ter
>>na autonomia dos artistas sobre suas obras uma histórica conquista.
>>Sem falar que o empresariado especializado não deixou de exercer
>>mais o poder que tinha antes; foi, portanto, uma crise positiva.
>>A despeito da pequena revolução, essa autonomia também oculta
>>algumas peculiaridades. Os “movimentos musicais” criados pelo
>>mercado fonográfico, como o pagode, a axé-music, o sertanejo estão
>>suspensos, como resultado direto da perda de poder da indústria
>>“oficial” da música. Mas não só: essa mudança também se relaciona
>>com o amadurecimento geral da população do país, afinal política e
>>cultura estão ligadas de forma profunda, ainda que isso seja
>>constantemente esquecido.
>>As pessoas agora escolhem o que querem ouvir com mais liberdade,
>>como mostra uma pesquisa divulgada pela “Ilustrada”, da “Folha de
>>S. Paulo” (22/7/2007). O que poderia ser acrescentado ao resultado
>>da pesquisa, é que essas escolhas em nada se distinguem daquelas
>>impostas em épocas recentes e que, ao contrário, mesmo compositores
>>lançados pelas multinacionais da indústria fonográfica ainda
>>aparecem na pesquisa, como é o caso de Zezé Di Camargo.
>>Ocorre que, no lugar dos movimentos artificialmente criados, outros
>>quase movimentos despontaram de modo independente na cena da
>>música, ora positivos ora nem tanto: o mangue-beat de Chico Science
>>é o exemplo mais importante; alguns socialmente determinantes e
>>vivos, como o rap, e outros, que parecem não passar de apenas um
>>grupo, como o calypso. Pensando no mangue-beat como um último
>>movimento dotado de um líder, podemos dizer também que foi a última
>>aparição de um cantor-compositor nos moldes da MPB tradicional.
>>Os outros dois, rap e o calypso, são forças midiáticas de grande
>>intensidade, mas não se equivalem de um ponto de vista social. Por
>>pouco a banda Calypso não foi gestada num escritório empresarial.
>>Poderia ter sido -prova inequívoca é que recentemente a gravadora
>>Som Livre contratou esta banda-, mas é mais difícil imaginar os
>>Racionais MC’s numa reunião com João Araújo, o empresário da
>>gravadora.
>>Não há nenhuma condenação no fato de a música comercial brasileira
>>ser... comercial. De certa forma toda a MPB o é, por princípio. O
>>que o contrato da banda Calypso com uma gravadora ligada à rede
>>Globo mostra é que, nesta área, as coisas se movimentam de forma
>>extremamente rápida e quase sempre de modo pouco compreensível.
>>O fato de ter vendido milhões de discos sem nenhum vínculo
>>contratual e agora, público consolidado, vendas estáveis, a banda
>>tenha resolvido assinar contrato é um lance comercial meio
>>inexplicável. Quem reflete sobre a música popular no Brasil, fora
>>os puristas, podia ver na banda um tipo de “resistência”, agora
>>perdida. Pura ingenuidade.
>>No entanto, contra a afirmação do antropólogo Hermano Viana de que
>>“a pesquisa revela algo que já percebíamos, mas não tínhamos dados
>>para provar: há uma nova realidade na indústria cultural
>>brasileira”, parece que há um grande equívoco. Há tempos programas
>>de TV aberta já haviam levado Joelma e Chimbinha para exibições em
>>nível nacional. Faustão (Globo), Gugu (SBT), Gilberto Barros
>>(Bandeirantes, esse uma espécie de “mecenas” da banda), todos
>>sacaram a força do ritmo e a empatia absoluta que causava em
>>crianças e até em seus pais.
>>A dupla forçou o convite, atropelou o esquema “normal” -antes
>>intermediado por empresários e contatos oficiais com gravadoras- e
>>arrombou a porta; ponto para eles. Uma vitória? Apenas pessoal,
>>jamais social.
>>Fora os grandes cânones da MPB, ninguém vai a um programa de
>>auditório na TV aberta no Brasil sem que seu apelo popular seja
>>reconhecido e consolidado. Quer dizer, a banda Calypso é uma
>>espécie de substituto independente dos falsos movimentos de antes,
>>uma nova febre, de menos extensão que as anteriores, ainda que seja
>>importante por revelar um ritmo amazônico-caribenho que, de outro
>>modo, jamais chegaria aqui -a não ser como chegou o açaí: com
>>banana e granola e sem farinha de tapioca.
>>Acontece que entre uma criação industrial e um fenômeno
>>independente existe o público, o povo. Ninguém lembra muito dele.
>>Aí as coisas não apenas deixam de ser tão passíveis de ordem, como
>>elas são completamente imprevisíveis.
>>É aí que entra o rap. Uma coisa é o Calypso, o Calcinha Preta e
>>afins, outra é Mano Brown e o Rappin’ Hood. Sem essas distinções
>>mínimas, podemos achar que tudo é válido, tudo é bom, e não é,
>>porque senão bastaria dizer que se trata de preconceito de classe,
>>e aí como explicar que “Chega de Saudade” seja uma canção diluída
>>na memória coletiva, tendo sido criada no interior de um movimento
>>burguês carioca como a bossa nova? Tom Jobim tem memória.
>>Da mesma forma, como parece querer nos convencer, parte da crítica
>>musical ligada à TV Globo, representada por Hermano Vianna, não é
>>porque a banda Calypso encerra uma vitória em suas conquistas
>>pessoais -Chimbinha tem uma história similar a Zezé di Camargo e a
>>outros que “vencem na vida”- que por si só ela tem importância
>>histórico-cultural.
>>Se fosse assim, porque não se louva um negro pobre que vendeu
>>milhões de discos e hoje segue uma carreira internacional sem
>>precedentes, como Alexandre Pires? Simples, porque a crítica
>>intelectual parece ter se cansado da ditadura Rio-São Paulo e
>>resolveu abraçar a Amazônia, mas não percebe o quanto de
>>etnocentrismo existe nessa postura “salvadora”. A Amazônia não faz
>>música ingênua, o calypso é o resultado pueril de mais de 30 anos
>>de história do brega paraense, que se construiu sobre uma auto-
>>ironia e riso de si extraordinários e que agora são matéria da
>>antropologia “global”.
>>O rap, que tem uma importância capital para o país neste momento,
>>não serve de exemplo para a TV Globo. Seu discurso antimelódico é a
>>única força vital que milhões de pessoas têm para se expressar com
>>orgulho diante da situação social que os oprime. Mano Brown é sua
>>voz política. E não adianta tentar aliviar as coisas, levando-os
>>para os programas de celebridades. É um tiro no pé.
>>.
>>Henry Burnett
>>É doutor em filosofia pela Unicamp e professor do Departamento de
>>Filosofia da Universidade Federal de São Paulo.

>
> Interesting... Quanto ao Maskavo, já temos público consolidado, mas
> ao contrário do calypso, precisamos estar na mídia pra manter nosso
> status quo.
>
> Abraços!
>
> Quim.

A banda Calypso é um fenômeno, e não há como esconder essa condição. O fato é que eles mantém um show ultra mega produzido, no gosto do público tecno-brega. E fazem o que todo artista que se preza deve fazer, levar alegria aos seus semelhantes. Agora se eu fosse eles, nunca assinaria contrato com uma gravadora. Eles tem é que montar a gravadora deles, a não ser que o contrato seja de compra dessa gravadora porque eles estão muito ricos!!!

atenciosamente
Prata

Quim, não entendi o emprego do termo "status quo".
Esse termo na sociologia e na história é muito forte, quer dizer "manter o estado das coisas" no sentido de não permitir mudanças. É um termo cunhado no positivismo, no século XIX, mas se mantém muito forte nas entrelinhas das sociedades. A Globo, por exemplo, é instrumento do "status quo" enquanto concessão pública pois não cria mecanismo de debate, apenas de réplica, do materialismo, do consumismo, enfim do capitalismo como forma de estar inserido no contexto social.
Dentro desta lógica, se fizéssemos 20 canções idênticas à asas e a um anjo do céu, dentro do status quo como conceito, então elas seriam um sucesso igual às originais, concorda?
E como a manutenção do "status quo" é muito complexa e difícil, e muito integrada à cada sociedade do mundo como uma "persona": eu vivo no status quo, o status quo é uma palavra legal, o que é status quo?, ela se adapta constantemente aos indivíduos, no nosso caso, às bandas, aos artistas, etc. Consolidar um público no status quo, nesse sistema, é ideal, não acha? Mas a dinâmica social não funciona assim, felizmente. É tudo o mais puro caos.

Paz

Bruno Prieto - MASKAVO

>
> Valeu pelos esclarecimentos!
> Pelo q vc me disse, acho que eu tinha uma idéia do que siginificava
> isso.
> Façamos assim, troque o "status quo" (q é bonitinho de se falar
> mesmo!) por"a máquina funcionando bem"- leia-se nossa estrutura,
> o bom número de shows, finalmente o nosso sustento.
> Ainda fico na opnião de que se acredita no caos por não conseguir
> enxergar o que está por trás das coisas.
>
> Beijos,
>
> Quim.

O caos, Quim, é o instrumento do que está por trás das coisas. Leia o Tao que é um texto superinteressante sobre isso. Tem o Tao, o Céu, a Terra, Deus. O instrumento dessas 4 forças da natureza é o caos. O caminho dentro do caos é identificar o que nos influencia no caos e o que nos influencia interiormente, nossas escolhas independente das influências externas. Quando a satisfação interior superar a satisfação exterior, que é a fé superando as dificuldades inerentes do ser humano, daí você verá o caos interagindo com a paz, que é o equilíbrio, e esse equilíbrio tende a ser constante e ao mesmo tempo caótico e mutante, porque nunca está no mesmo lugar duas vezes, nem o yin nem o yang.

Como eu já te disse uma vez: o caos é o pingo dentro da gota, seja ele preto ou branco, verde ou amarelo, marron ou cinza, laranja ou azul.

Independente de qualquer coisa, eu não quero te convencer da minha idéia, eu quero que você perceba que eu já pensei muito sobre isso e que eu já vivo imerso nesse mundo faz tempo. E eu acho que isso me faz mais feliz.

Se é o destino que responde melhor a sua concepção de equilíbrio, está no TAO também, está contigo, é verdade, é a sua verdade.

Paz

Bruno Prieto - MASKAVO

Arrecadação com a CPMF atinge R$ 203 bilhões desde 1996

Arrecadação com a CPMF atinge R$ 203 bilhões desde 1996
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da Agência Brasil

Desde que foi criada, em 1996, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Fianceira) arrecadou R$ 203 bilhões. Informações da Secretaria do Tesouro Nacional apontam que, desse valor, R$ 136,8 bilhões foram para os destinos originais: o FNS (Fundo Nacional de Saúde) e a Previdência Social. O restante, o Tesouro direcionou para outros fundos criados ao longo dos últimos dez anos.

O FNS ficou com a maior parte, R$ 93,6 bilhões, e o Ministério da Previdência, com R$ 43,2 bilhões. Já o FCP (Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza), criado em 2001 com o objetivo de financiar programas públicos de combate à fome e à miséria, e que também financia o programa Bolsa Família, ficou com R$ 34,1 bilhões. Outros R$ 31,6 bilhões da CPMF foram para a DRU (Desvinculação das Receitas da União).

A contribuição foi criada para ser provisória, a partir de sugestão do então ministro da Saúde Adib Jatene, em um momento de crise nessa área. Os recursos arrecadados seriam usados, entre outras finalidades, para construir e reformar hospitais.

Inicialmente, a alíquota era de 0,20% mas, em 1999, quando foi decidida a primeira prorrogação da contribuição, até junho de 2002, passou para 0,38%. Entre junho de 2000 e março de 2001, a alíquota do imposto caiu a 0,30% e a partir daí houve novo aumento, para 0,38%, percentual atualmente cobrado.

Com validade até dezembro de 2004, uma nova prorrogação da CPMF foi definida em 2003, por nova PEC (proposta de emenda à Constituição) que prevê a cobrança até dezembro deste ano. Caso seja prorrogada novamente, a CPMF valerá até 2011.

Apesar de muitos especialistas afirmarem que o governo pode abrir mão da CPMF fazendo um ajuste nas contas públicas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defende a importância da contribuição, cuja previsão de arrecadação no ano que vem se aproxima dos R$ 40 bilhões.

"Para que a gente possa manter os programas sociais do governo, os investimentos, as ações de saúde e financiar uma parte do Bolsa Família, é preciso apoiar a CPMF", disse o ministro.

terça-feira, agosto 14, 2007

Até quando, até quanto, por que a CPMF é tão duradoura?

Vale toda à pena a reflexão do assunto. Na minha opinião, um imposto idealizado e instaurado no governo FHC que tem no nome a alcunha o P de "provisório", e prorrogado no governo Lula que é oneroso para a população proletária e da aldeota brasileira visto que serve para quem tem conta corrente e para quem faz transações bancárias... Eu gasto meus 12, 13 reais por mês nessa coisa e eu sei que isso serve para estabelecer um saldo positivo para a economia do país, mas e daí? Pra que serve esse imposto mesmo?

Prorrogação da CPMF passa por 1º teste hoje na Câmara
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da Folha de S.Paulo, em Brasília

O governo federal espera dar hoje o primeiro passo para a prorrogação até 2011 da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), com a aprovação do projeto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

Para isso, começou a dar mostras de endurecimento contra a pressão dos aliados por benesses atreladas ao voto favorável ao projeto. "Tem muita gente achando que a CPMF é instrumento para ganhar espaço no governo, mas pode acabar perdendo espaço. Aliado que não votar favoravelmente a um projeto dessa importância não merece ser chamado de aliado", disse o vice-líder do governo na Câmara Beto Albuquerque (PSB-RS).

Para a votação de hoje, que trata apenas de aprovar se a prorrogação é constitucional, há um acordo entre governo e oposição. Os governistas cederam ao deixar que o debate se alongue na CCJ. Já os oposicionistas concordaram em não obstruir a votação, o que poderiam fazer com intermináveis questionamentos regimentais.

O debate mais duro se dará em dois momentos subseqüentes: na votação da comissão especial, que trata do mérito da proposta, e no plenário. O processo na Câmara deve se estender até outubro. Depois, o texto terá de ser aprovado no Senado.

O longo tempo de tramitação joga contra o governo, que fica refém de demandas de todos os lados. "A orientação é para a bancada não misturar suas reivindicações com a CPMF, mas isso nem sempre acontece", diz o líder do PP, Mário Negromonte (BA). Para Henrique Alves (RN), líder do PMDB, "o jogo no plenário vai ser duro".

O governo ainda pretende convencer o relator na CCJ, Eduardo Cunha (RJ), a retirar de seu relatório a divisão das receitas da CPMF com Estados, mas o relator rejeita.

Alíquota menor

O PSDB fechou questão ontem, segundo o seu presidente Tasso Jereissati (CE), para reduzir a alíquota da CPMF de 0,38% para 0,20%. O senador disse que a redução implica também o compartilhamento dos recursos com Estados (20%) e municípios (10%).

"Com certeza, a CPMF não fica como está. Ou será reduzida e repartida com Estados e municípios ou será eliminada. É essa a posição que estamos discutindo. A mais provável é a redução", disse o presidente do PSDB após reunião da cúpula tucana em Belo Horizonte.

Além de Jereissati, estavam presentes os governadores Aécio Neves (MG), José Serra (SP), Cássio Cunha Lima (PB) e Teotônio Vilela (AL), o ex-governador Geraldo Alckmin (SP), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e deputados e senadores tucanos.

Em São Paulo, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, vai propor hoje a redução gradual da CPMF até o imposto servir apenas para fiscalizar a sonegação de tributos. O pedetista lidera o bloco parlamentar que congrega 78 deputados filiados ao PSB, PDT, PC do B, PMN, PHS e PRB. A reunião acontece hoje às 15h e, segundo ele, a proposta foi bem recebida pelos líderes das siglas.

Pela proposta do deputado, a alíquota passaria dos atuais 0,38% neste ano para 0,28% em 2008, 0,18% em 2009 e chegaria a 0,08% em 2010. A CPMF se tornaria então um imposto permanente, para ajudar a Receita a combater a evasão fiscal.

segunda-feira, agosto 13, 2007

109



roubo

Peguei um vôo da TAM
de São Paulo para Ribeirão Preto
esquecido, deixei minha carteira no assento central do avião
pousamos, saí esquecido da carteira
mas me lembrei
em dois minutos voltei
minha vida?
meus documentos?
levaram apenas o meu dinheiro
30 reais
em dois minutos
na maior companhia aérea
moral por moral
fico com essa
dinheiro na mão de filho da puta queima!

Fucionismo

Ela teve uma overdose
ninguém se sente preparado pro sucesso
ela teve um enfarte
seu coração não aguenta o sucesso
ela deu um tiro
e a bala não matou ninguém
ela teve uma overdose de café
e por isso descansa em casa
as vezes elas cheira cocaína
e quando o faz, faz em excesso
ela fuma maconha
200 libras por semana
não sei o que isso significa
os traficantes agradecem
os tablóides agradecem
o marido sofre
será ele viciado?
ou ele é o herói derrotado?

terça-feira, agosto 07, 2007

O som

O som
do atrito do ar
do atrito da terra
do asfalto contra o pneu
é infinito
ao penetrar
velozmente
a janela
de meu
apartamento

O som
incansável
intermitente
ecoante e irracional
não parece nem de perto
com o barulhinho das ondas do mar
é um zumbido feio
é de um mosquito metálico
parasita

O som
de um carro passando
só me anima
quando vejo meu neném
fazendo brum brum
ao vê-los passar
ele imita o som do motor
mas não sabe que
logo, logo
esse brum brum
não vai deixá-lo descansar
até que cesse o trânsito
brum brum pra lá
brum brum pra cá
Boa noite! As 20:38hs

quarta-feira, agosto 01, 2007

Esse

Recebo um email
tudo o que há nele
eu sei
eu entendo
faço um telefonema
me justifico
estou doido? você está doidão?
me sinto idiota
desligo
fico duas horas calado
renovo minha carteira de motorista calado
sou daltônico, cada dia fico pior
olhei minúsculas letras
consegui lê-las
dirigi
fui a faculdade
cozinhei feijão branco
sopa de legumes com carninha
a minha casa está com cheiro de sopa
o que será amanhã?
esse!

terça-feira, julho 31, 2007

Favelas Verticais

É cedo e sinto um grande remorso no peito
faltei comigo mesmo
dormi mais cedo, tomei uma bronca bem cedo
matei a faculdade
eu sabia que estava me metendo em encrenca

Acordei por causa do frio seco de Brasília
daqueles que ninguém conhece
porque ninguém vem pra Brasília em Julho
porque aqui é de uma aridez social esquisita

Ao telefone, me senti desprezível e imaturo
mas, não irresponsável, levei meus irmãos ao trabalho
e fui à faculdade pública recuperar meus documentos
minha identidade acadêmica
98/27307

O remorso foi se esgotando
fui tirar fotos para renovar a carteira de motorista
Nelson Piquet está, hoje mesmo, frequentando a mesma escola de motorista
coisa boa, coisa benéfica
passei na nova faculdade para me interar

E ontem não teve nada. E o remorso ficou.
Hoje cedo a desmotivação me elevou
tirei fotos, fiz minha requisição
agora só falta voltar quem me deu à mão

Para completar, antes do retorno à casa de mamãe
passamos em frente às favelas verticais
eu não sabia
que nas mais excelentes e bem localizadas quadras de Brasília
no começo da Asa Norte, se encontram apartamentos

Para os senadores foram reservados
mas lá eles não ficam
gambiarras já tomam conta do concreto exterior
as portarias ainda mantém seus porteiros
quem mora lá, senhor, me diga por favor?

segunda-feira, julho 30, 2007

Pitu e captain Black

Abri os olhos e agradeci
bom dia, mais um dia, menos um dia
foram exatos 30 anos e alguns meses
para que fizesse sentido
sentir tudo tão vivo a minha volta
e dividir o indivisível com o ar a minha volta

Dirigi mais de 25km para minha própria casa
o silêncio aqui é revigorante
a música toca na rádio célebro
divido um pouco do que passo a semana digerindo
como um suco de graviola
ouço músicas, indico e sugiro músicas

O sol queima o chão vermelho
que secura que fere os lábios despreparados
o vento revigora o ambiente em que me encontro
o barulhinho do vento encobre o som da rádio
estou com saudades
morrendo e sobrevivendo
feliz e ansioso

Lavei a louça e guardei as pequenas roupas do meu filho
Joguei fora muita comida velha e isso é desperdício
já diminuí a minha cota
de dióxido de carbono, de lixo, mas ainda posso melhorar
As 10:21 o sol se alinha com marte e isso é favorável
em 3 minutos
Obrigado!

sexta-feira, julho 27, 2007

Vale uma hora da sua vida?

Quem sou eu para dizer...

Praticidade

Para ser prático
e não depender de guru, personal trainer ou terapeuta
alopatia ou homeopatia
e dançar em harmonia com os sintomas da boa vida
respire como se deve respirar
sentado ou de pé
encha a barriga, depois as costelas e por fim infle seu peito
dor, um pouco de desconforto? Isso passa em 5 dias
coma devagar
preste atenção à sua mastigação
triture tudo o que você colocar na boca
mastigue na conta de 30 vezes cada garfada
verduras e legumes crus são excelentes pra saúde
azeite e alho
seja grato por se alimentar
durma sem se apegar à nada
durma e deixe o corpo pesado virado pra cima
respire lentamente até que a cadência do coração domine o ritmo do sono
medite sobre tudo o que você realizou
depois apague os pensamentos, tire-os da cabeça
e durma feliz
o dia acabou
Preste atenção à sua postura
não leve o peso do mundo e da gravidade nos ombros
respire com as costas que a força da coluna aparecerá
se assim ficar
em poucos dias nem sentirá o peso do mundo
leia concentrado na leitura
pense concentrado em soluções e não em problemas que não levam à nada
faça o que lhe dá prazer na hora de sentir prazer
coma antes da fome lhe matar o desejo
beba água
Seja feliz

Bom dia, São Paulo

Ter um bom motivo para acordar
e passar um belo café
ouvir uma boa música, mesmo que mal gravada
dar uma bronca independente de qualquer motivo
estabelecer uma rotina de respiração
passar frio
ouvir um solo de baixo gravado por si mesmo
ter o celular cortado por causa dos outros
reclamar internamente para não ter um tumor
dar risada da desgraça
passar frio nos pés
"eu não quero ver o sol se por"
sentir saudades de casa
sentir saudades da mulher amada
sentir saudades do filho amado
não reclamar disso e compor uma canção
saber ouvir o mentor espiritual
deixar fluir
tem só você

quinta-feira, julho 26, 2007

Entrevista concedida a cinco dias atrás para o site Cidade Ligada, de Guarapuava, PR

BANDA MASKAVO MANTÉM A TRADIÇÃO DO REGGAE BRASILEIRO

O reggae é um gênero musical que tem suas origens na Jamaica, e devido ao seu balanço envolvente e melodias atraentes, tornou-se um ritmo universal. Quem nunca ouviu falar de Bob Marley??? Podemos encontrar bandas regueiras na Itália, Alemanha, Japão, Austrália, Canadá, Estados Unidos, enfim, no mundo todo. Quanto ao Brasil, podemos nos orgulhar dos nossos representantes do gênero. Na década de 70, músicos como Gilberto Gil e Jorge Ben Jor já demonstravam fortes influências do gênero. Nos anos 80, bandas como a Blitz e os Paralamas do Sucesso promoveram a fusão do rock com o reggae. Já na década de 90 o movimento começou a crescer e ganhar amplitude; bandas como Cidade Negra, Alma D'Jem, Tribo de Jah e Natiruts transformaram o ritmo jamaicano em um dos gêneros de maior sucesso no país.
Para dar continuidade a essa historia, destacamos o ressurgimento, no ano 2000 de uma das bandas mais representativas do reggae nacional, a Maskavo. Ressurgimento porque o grupo apareceu no cenário musical de Brasilia em 1993 com o nome de “Maskavo Roots”, lançando seu primeiro CD em 1995 pelo selo Banguela, da WEA. Mas foi somente no ano de 2000, com Marceleza na voz, Prata na guitarra, Bruno Pietro no baixo e Quim na bateria, que a banda encontrou o caminho das flores. Autores de grandes sucessos como “um anjo do céu” e “asas”, eles alcançaram a graça do publico brasileiro, que tem lotado os shows por onde passam. No mês passado (junho) foi lançado o primeiro DVD do grupo intitulado Transe Acústico, gravado no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. O registro conta com 13 musicas de sucesso da banda e mais duas inéditas, todas com a roupagem acústica.
Confira a seguir a entrevista exclusiva que a banda concedeu via e-mail para a revista eletrônica Cidade Ligada:


Cidade Ligada - A banda Maskavo possui uma discografia muito expressiva, com 7 álbuns e muitos quilômetros rodados pelo Brasil. Eu gostaria que você comentasse sobre a trajetória da banda.
Maskavo - A história do Maskavo tem suas peculiaridades. Ela começa com o final de uma banda chamada Maskavo Roots, onde o Prata e o Quim, por serem pessoas dedicadas e persistentes, resolveram chamar o Marceleza para cantar e gravar o primeiro álbum do Maskavo, Já, de 2000. Naquele mesmo ano eu, Bruno Prieto, fui convidado a tocar na turnê do disco depois que o compadre/baixista da banda resolveu seguir nova jornada, outra carreira. Nós quatro saímos de Brasília de van e, por 3 semanas, viajamos para São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e depois voltamos pra São Paulo e retornamos enfim para a capital federal. Fizemos uns 12 shows de todos os tipos e logo percebemos que ali estava uma banda boa no que se propunha: fazer shows sem medo do perigo. Daí nos mudamos pra São Paulo e a música Um Anjo do Céu virou nosso talismã, nosso abre-alas para o Brasil. Outra peculiaridade foi termos ganho o prêmio Dynamite de melhor álbum de reggae independente de 2005. Você veja que sem almejar algo desse naipe e tendo o Maskavo recém saído de sua gravadora, seu trabalho mais obscuro se tornou outro amuleto da sorte e abriu as portas para a primeira turnê do Nordeste da banda.

CL - Sabemos que do inicio dos anos 90 para cá muita coisa mudou no mercado fonográfico. O advento da Internet abalou as estruturas das grandes gravadoras e potencializou as possibilidades do mercado independente. Como a Maskavo sente essa nova perspectiva?
M - Acho que todas as bandas deveriam se sentir muito à vontade neste momento de mudança porque, se por um lado se vende menos discos, por outro lado você pode muito bem disponibilizar sua música de forma criativa e gratuita, de forma que o maior prejudicado é quem quer lucrar com música. Não existe um regulamento no Brasil que legitima o músico e o intérprete e o autor de verdade, ou seja, está tudo errado desde a distribuição dos direitos autorais, direitos de execução em rádios, em boates, até a forma como se comercializa o produto final, o disco, a obra. O buraco é bem mais embaixo em se tratando de negócios.

CL - As musicas “Asas” e “Um Anjo do Céu” são os grandes sucessos da banda. Vocês as consideram um divisor de águas? Por que elas agradam tanto os ouvidos das pessoas?
M - Elas são divisores de águas para nós. Ficamos todos muito satisfeitos em saber que essas canções acabam permanecendo com as pessoas e no imaginário popular e não temos a menor idéia de como isso aconteceu ou como isso acontece. Sabemos que uma música, para ser boa, tem que ter alma boa, nascer boa. O resto é trabalho e bom gosto.

CL– O reggae seria um remédio para os males da modernidade?
M - Eu vivo me perguntando isso. Será que "música" ainda salva vidas? Será que há na modernidade espaço para um santo remédio? Minha resposta é não, o reggae não é um remédio que cura os males. O reggae serve para que encontremos em nós mesmos a cura para os males internos e externos a nós mesmos. Se isso fizer sentido, ok. Pra mim, a cura vem do curandeiro.

CL - Por que vocês escolheram Porto Alegre para a gravação do DVD?
M - Foram 3 circunstâncias essenciais que fizeram a diferença na escolha do Theatro São Pedro, em Porto Alegre.
1 - Fomos convidados para produzir um show acústico por uma empresa de celular, que seria no Theatro
2 - Queríamos gravar um DvD diferencial, que não se parecesse com nada do que tivéssemos feito até então
3 - A oportunidade em produzir o dvd, junto com o cineasta René Goya
Com esses 3 elementos nós juntamos a fome e a vontade de comer e trabalhamos 230 horas de ensaios, mais duas sessões de show/gravação, e depois alguns meses de pós-produção lançamos o dvd em 2006.

CL – Sabemos que Brasília é um grande “celeiro” musical, muitas bandas importantes do cenário nacional são provenientes do Distrito Federal. Isso acontece também com São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Rio Grande do Sul, porém, Santa Catarina e Paraná não possuem nenhuma banda de sucesso nacional expressivo. O que está faltando para nós?
M - Pra ser sincero, eu admiro muito alguns renomados artistas do Norte e do Nordeste do país, como Saia Rodada ou Balança Neném, porque eles são justamente o oposto do que é ser um sucesso nacional expressivo. Eles são muito bem sucedidos em seu próprio recanto, no Nordeste por exemplo, dominando o circuito de shows em 10, 12 estados e ninguém em São Paulo fala deles. Mas eles fazem shows pra 10 mil pessoas em média e são totalmente independentes; lançam cds, dvds, tem lojinha e o escambau, ônibus próprio, iluminação. O Maskavo não tem isso ainda e tocamos em média 2 vezes por ano em Brasília. Somos nômades procurando um oásis para nos refrescarmos. A maioria das bandas é assim também... Nomes como Caetano Veloso, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii, acredito, foram mais longe por abandonar naturalmente suas raízes, ao abranger o Brasil todo em suas canções. Acho que é isso o que o Maskavo busca: universalidade musical sem preconceitos. Se for pra filosofar, o que falta no SC e no PR em termos de banda é apenas timing, que quer dizer temporalidade.

CL – Como é viver o sonho de muitas bandas, ou seja, fazer sucesso, tocar nas rádios e televisão e fazer shows para milhares de pessoas? Isso acabou afetando o ego dos integrantes?
M - Uma vez lendo os Analectos de Confúcio, em uma de suas passagens, o autor diz que ser músico, apesar de parecer que ele faz algo sublime, nada mais é do que ser um perito em alguma coisa, ou seja, o músico é uma pessoa especial como outra qualquer.

CL – Quais são os planos para o futuro? Cd novo?
M - Pretendemos continuar a turnê de divulgação do Dvd, que foi relançado no mês de Junho, e já temos planos de produzir um novo material, só estamos em dúvidas se será um CD. Pensamos em usar novos formatos para lançar músicas no futuro.

CL – Como vocês viajam pelo Brasil todo para fazer shows, acabam entrando em contato com as diferenças culturais que aqui existem. Qual é a visão que vocês tem do nosso País?
M - O Brasileiro é o povo que gosta de festa, de dançar e de ser espontaneamente alegre. O Brasil é um país que é um rascunho do que a Rede Globo exibe em seu horário nobre, mas é isso aí. No Brasil, todo mundo quer ser rico mas ninguém quer ser notado por isso. É um país contraditório desde a sua concepção. Tem gente que não sabe onde fica Brasília, pode?

CL - Muito obrigado pela entrevista. Para finalizar eu gostaria que vocês deixassem uma mensagem para toda a galera que acessa a revista eletrônica Cidade Ligada.
M - Gostaria de agradecer a oportunidade desta entrevista, ao Vitor pelo convite e dizer que o sonho só vale à pena se for vivido além de idealizado. Obrigado.

quarta-feira, julho 25, 2007

Não sei

Não sei bem o que significa o conceito de apologia. Já busquei saber o que significa no dicionário, já vi que esta palavra se associa principalmente às reivindicações minoritárias que usam, em ritos ou sob a forma de standartes ou brasões ou símbolos, ou mesmo no oculto do que está apenas debaixo da poeira, da matéria ou da idéia para defender algo que é intrínseco do homem: se defender da morte.
Qualquer coisa diferente disso que não seja uma apologia seria o que? Como você passa conhecimento para frente de maneira científica ou hereditária sem que, sendo você mesmo a prova, não esteja fazendo apologia a algo que é seu, é sua experiência comprovada de algo metafísico ou espiritual?
Não li e não tenho real interesse na escritora raquel, vulgo Bruna surfistinha. Acabei de ler uma notinha no UOL que diz que ela prevê preconceito e críticas infundadas sobre o filme que será produzido sobre seu livro, o doce veneno do escorpião. O título é bem anos 30, trópico de câncer, é sugestivo para o jovem leitor, mas não para mim. Mas me interessa o debate: por que prostitutas voltam a ser foco de interesse da mídia?
Olhe a sua volta, não precisa ser muito inteligente para detectar que o mundo das imagens está totalmente focado na sensualidade e no sexo virtual. Está nas propagandas e nos anúncios de revistas e outdoores pelo Brasil todo; está nos links de sites gratuitos e nos anúncios do g1 e do terra, google; está no personagem da Camila Pitanga, Bebel, no horário nobre e tem uma causa lógica.
O velho ditado mais do que sabido das senhoras do século passado é que mulher tem que ser santa de dia e o capeta na cama.
A meu ver o interesse e apologia ao sexo pago e às prostitutas, porque de miché ninguém quer saber mas é uma realidade também, vem do interesse bíblico em saber se o sexo é realmente um entrave espiritual. Visto que a população mundial aumenta, que os métodos contraceptivos são os mais eficazes possíveis, visto que hoje sabe-se mais sobre sexo do que ontem ou antes de ontem, não é por acaso que o sexo tenha alterado seu padrão de discussão e exposição. O caso é que sentir prazer com a consciência direcionada para o prazer é como beber água com sede ou comer com fome. E que o maior pecado do mundo é não reconhecer os sinais que nosso corpo e instinto emitem silenciosamente, independente do sinal ser sexual ou não e de estar em todos os lugares, os mais comuns inclusive, estimulantes visuais, comerciais e mentais do prazer sexual sobre as coisas mais efêmeras como se vestir ou comprar um anel de presente.
Só sei que na minha vida o que eu mais vi, às abertas ou às escondidas, foram mulheres que preferiam trabalhar com sexo ao invés de entrar no sistema proletário. E eu dizia pra elas; por que vocês não transformam isso em um negócio ao invés de ficarem na ilegalidade ou trabalhando para terceiros? Isso sim é crime, cafetinagem!
Nem elas sabiam me responder... só sei que Jesus Cristo preferiu ficar ao lado de Maria Madalena do que ao lado dos romanos e dos judeus.
Obrigado à chuva fina que molha e suaviza o ar de São Paulo. Aqui o calor do concreto e o cheiro que ele exala são péssimos. Com a água vem a beleza do trópico de capricórnio, da latitude semi tropical vem o mais puro ar do interior com seu frescor. Os pássaros cantam para isso, inclusive.
Isso seria apologia à filosofia e ao Tao. Obrigado.

terça-feira, julho 24, 2007

São Paulo, 24/07/07, uma semana depois do acidente aéreo da TAM

Obrigado ao céu e a terra por respirarem comigo esta interpretação do fim.
Vou ser apolítico.
Não acredito que o destino juntou 180 pessoas dentro e fora do avião e uniu elas no caminho para a morte. Mas acredito que uma pessoa apenas, uma delas que estaria morta de qualquer jeito, levou as outras e influenciou a trajetória do vôo. Por que isso? Jesus Cristo não fez isso ao contrário? Uma pessoa sofrendo por milhares, uma centena delas sofreriam por apenas uma.
A teoria do caos, a natureza do caos em si, nos ilumina com questões que estão dormindo no inconsciente das pessoas. Mas o caos que hoje é iminente, porque assistimos aos efeitos caóticos da urbe em todo o mundo globalizado via internet e televisão, não é uma invenção ou teoria apenas. É previsto pela própria natureza como elemento diferencial das imensas similaridades que possuem os seres vivos.
E, sendo apolítico, acredito que o resultado de muitas indecisões resultou no acidente que chocou os brasileiros semana passada. O acidente começou quando não decidiram construir um novo aeroporto que seja condizente com o status de São Paulo, capital econômica do país. É isso que o povo acredita, mas não é isso que a realidade aponta. A falta de coragem é superior à capacidade de corrupção nos homens hoje em dia. Roubar, extorquir, desviar verba pública, pagar e receber suborno, isso tudo é tão normal desde a Grécia, senhoras e senhores. Assim como o Céu é o Céu e a terra é a Terra a muito mais tempo do que isso.
Deixe de achar um monitor de 17 polegadas LG Black bonito e vá olhar pela janela um pouco. Deixe de ouvir o som da televisão ligada ou do computador e vá ouvir o som do seu coração um pouco. Feche os olhos e sinta seu corpo um pouco. Da ponta dos pés ao último fio de cabelo, inale o ar lentamente e exale-o lentamente. Abra os olhos. Será que você estará no mesmo lugar de antes?
O que vier a seguir, para os descontrolados, é o chamado caos mental, previsto pela meditação. É o primeiro passo para vencer o caos interior. Seja feliz.