segunda-feira, maio 16, 2005
Para meu amigo Marceleza, Quim, Prata e a todos que interessar - Meu reggae é:?
Muitas vezes, milhões de vezes eu sou questionado se o que eu toco e faço é reggae ou não. A distância entre música e estilo de vida reggae é tão pequena, seu limite tão surreal que me dou conta de que reggae é ser e não saber. Por mais tênue que seja a linha entre reggae pop e roots é a atitude por trás do conteúdo das músicas e dos artistas que dá as cores do reggae no meio musical. As roupas do cotidiano, as conversas filosóficas sobre a origem do sentimento reggae, a luta pela sobrevivência dentro dos tentáculos comerciais e a poesia são as chaves para que o reggae cresça no Brasil e no mundo de hoje. O que eu percebo é um véu fino que distingue o sujo do mau lavado apenas. A origem do povo brasileiro é totalmente fiel a escravidão do pensamento e da alienação do indivíduo visto que ele já sabe que a vida é apenas trabalho e muito pouco lazer. A música reggae é um protesto em prol da vida. Viver de música, de fazer bijouterias, de vender camisetas, discos, dexavadores, piteiras de durepox falando de amor, da não-violência e das desgraças que somos obrigados a aceitar desta existência capitalista e selvagem. Eu diria que debater o reggae é uma necessidade pois o que é reggae senão fazer algo que rompe com os laços da pirataria cultural do Brasil? A sabedoria do povo é única, uma grande mãe que abraça a todos com a mesma força e carinho, nos afaga os cabelos até que no sono caíamos e nos traz bons sonhos, esperança de acordar com uma bela melodia e muito amor. Os debates são apenas rusgas, agouros. E a música é cada um no seu galho. Reggae é tudo o que leva ao bom pensamento e a boa ação. Até mesmo a disputa pode levar a uma situação reggae desde que os feridos sejam salvos e naturalmente curados até o final dos tempos, com a proteção de todos, eu e eu ou Eu-teção. Obrigado!
domingo, maio 15, 2005
O Inverso do Mantra - Reggae em profusão
É importante lembrar sempre que a luta de classes não foi superada pela humanidade.
E existe uma força favorável aos ventos do reggae no Brasil pois o estilo de vida filosófico dele vem semeando pessoas com dons extraordinariamente artísticos e genuínos dentre os perdidos e os vencidos. Vendidos não sei, quem lida com arte sofre este dilema. Viver o reggae é uma nova onda. A realidade do Brasil é clara com relação ao reggae: caminho marginal! Muitas bandas tem reagido a isso com coragem enfrentando a situação sem desesperos comerciais e norteando a tendência à discriminalização da música e do estilo reggae de ser. Chamo de estilo pois o reggae é composto de ritmo, harmonia, melodia, poesia e estas são características que um regueiro leva consigo 24 horas sem dor nem agonia.
Fiz um show ontem em Santo André que me deixou encucado. Não sei porque os limites da sociedade tem agido com tanta força nos eventos e no modo como são feitas as grandes festas de reggae mas é fato que não existe nenhuma discussão entre as bandas quanto a privilégios ou imposições que nos façam refletir de maneira favorável a todos que estejam trabalhando nesses eventos. Horários, tempo de show e atrasos fazem parte do meu dia-a-dia, quase não me afeta mais os nervos. Ontem foi diferente. O Maskavo tocou um show bem curto, 35 ou 40 minutos, depois da Tribo de Jah e daria seqüência a noite uma banda conhecida por Filosofia Reggae. Eu estava muito afim de conhecer este trabalho tão bem quisto aqui em São Paulo e comentado pelas cabeças do reggae da vida quando recebemos a notícia de que o show seria interrompido na segunda música por causa do horário de encerramento da casa. A decepção da banda ficou transparente nas lágrimas da vocalista. Senti uma sinceridade muito grande, uma sintonia fina entre a música, a cantora e sua banda e nós, o público. Veio aquele "se" na minha mente que dizia:"se eu soubesse da situação tinha tocado menos músicas". Enfim, a gente sabe de tão pouco com relação as coisas a nossa volta, fico a par das notícias, tento dar relevância ao pouco que tenho perto de mim, mas ali senti um reggae brotando geral e isso também me encantou. Não é para isso que somos nascidos? Para chorar um pouquinho?
E existe uma força favorável aos ventos do reggae no Brasil pois o estilo de vida filosófico dele vem semeando pessoas com dons extraordinariamente artísticos e genuínos dentre os perdidos e os vencidos. Vendidos não sei, quem lida com arte sofre este dilema. Viver o reggae é uma nova onda. A realidade do Brasil é clara com relação ao reggae: caminho marginal! Muitas bandas tem reagido a isso com coragem enfrentando a situação sem desesperos comerciais e norteando a tendência à discriminalização da música e do estilo reggae de ser. Chamo de estilo pois o reggae é composto de ritmo, harmonia, melodia, poesia e estas são características que um regueiro leva consigo 24 horas sem dor nem agonia.
Fiz um show ontem em Santo André que me deixou encucado. Não sei porque os limites da sociedade tem agido com tanta força nos eventos e no modo como são feitas as grandes festas de reggae mas é fato que não existe nenhuma discussão entre as bandas quanto a privilégios ou imposições que nos façam refletir de maneira favorável a todos que estejam trabalhando nesses eventos. Horários, tempo de show e atrasos fazem parte do meu dia-a-dia, quase não me afeta mais os nervos. Ontem foi diferente. O Maskavo tocou um show bem curto, 35 ou 40 minutos, depois da Tribo de Jah e daria seqüência a noite uma banda conhecida por Filosofia Reggae. Eu estava muito afim de conhecer este trabalho tão bem quisto aqui em São Paulo e comentado pelas cabeças do reggae da vida quando recebemos a notícia de que o show seria interrompido na segunda música por causa do horário de encerramento da casa. A decepção da banda ficou transparente nas lágrimas da vocalista. Senti uma sinceridade muito grande, uma sintonia fina entre a música, a cantora e sua banda e nós, o público. Veio aquele "se" na minha mente que dizia:"se eu soubesse da situação tinha tocado menos músicas". Enfim, a gente sabe de tão pouco com relação as coisas a nossa volta, fico a par das notícias, tento dar relevância ao pouco que tenho perto de mim, mas ali senti um reggae brotando geral e isso também me encantou. Não é para isso que somos nascidos? Para chorar um pouquinho?
domingo, maio 08, 2005
Roleta Russa
Tudo o que tenho lido sobre o Brasil e seu governo me impressiona. O povo sente que tem sido enganado. Eu me sinto enganado, de olhos bem abertos e penso que o legado brasileiro para nós é a certeza de que seguir e copiar os modelos políticos e comerciais, e os religiosos também, interferem diretamente na melhor forma de resolver nossos problemas. A bomba da economia explode em nossos colos, a presença da censura indireta e moral ainda ronda a liberdade de expressão artística e, se não existe a modernidade, proclamo aberto o período do Novo Conservadorismo.
O período moderno foi de ruptura e hoje nenhuma classe popular ou elitista rompe tradições. Não se choca mais com a violência e com a pobreza extrema das cidades e aceita a realidade que a indústria de massa impõe ao nossos olhos e ouvidos. As tendências humanas ao preconceito e separatismo estão voltando, fracas, espalhadas e escondidas e presentes nas mesmas minorias que defendiam o seu direito de existência. E o Brasil não deveria jogar com suas origens multiraciais e seu legado colonial defendendo as diferenças? Aceitando o Novo Conservadorismo como filosofia política e econômica atende a todos os pré-requisitos estabelecidos pelo status quo das potências ao que chamo de estagnação do pensamento burguês e alienação do indivíduo. Ambos conceitos atendem ao chamado da educação real. Nada de entender a Europa ou ao expansionismo norte-americano. Pra que entendê-los? Necessitamos de uma análise clínica de nossas origens e lá estará a chama da vitória de nosso povo. O Novo Conservadorismo nos atinge na escuridão de nossa passividade. Os mecanismos de cobrança popular, as greves gerais e as passeatas representam mais a desunião de classes do que seu propósito inicial de criar um ambiente de discussões sadio e criativo. Eu vejo assim: quem não tem, não gasta. Eu não gasto minha mufa faz tempo e isso é preocupante.
O período moderno foi de ruptura e hoje nenhuma classe popular ou elitista rompe tradições. Não se choca mais com a violência e com a pobreza extrema das cidades e aceita a realidade que a indústria de massa impõe ao nossos olhos e ouvidos. As tendências humanas ao preconceito e separatismo estão voltando, fracas, espalhadas e escondidas e presentes nas mesmas minorias que defendiam o seu direito de existência. E o Brasil não deveria jogar com suas origens multiraciais e seu legado colonial defendendo as diferenças? Aceitando o Novo Conservadorismo como filosofia política e econômica atende a todos os pré-requisitos estabelecidos pelo status quo das potências ao que chamo de estagnação do pensamento burguês e alienação do indivíduo. Ambos conceitos atendem ao chamado da educação real. Nada de entender a Europa ou ao expansionismo norte-americano. Pra que entendê-los? Necessitamos de uma análise clínica de nossas origens e lá estará a chama da vitória de nosso povo. O Novo Conservadorismo nos atinge na escuridão de nossa passividade. Os mecanismos de cobrança popular, as greves gerais e as passeatas representam mais a desunião de classes do que seu propósito inicial de criar um ambiente de discussões sadio e criativo. Eu vejo assim: quem não tem, não gasta. Eu não gasto minha mufa faz tempo e isso é preocupante.
quinta-feira, abril 28, 2005
Nostradamus, o profeta da igreja e dos reis - Astrologia para a segunda divisão
Nostradamus escreveu em 1558 suas profecias baseado em pesquisas astronômicas, na bíblia e em fórmulas mágicas do cabal que até ele ousou queimar por medo. Legando ao filho suas palavras deixou também para Henrique II notações sobre como a indiferença se tornaria a marca registrada de nossos tempos, os fins que não justificariam os meios e a guerra estariam nos selecionando, crentes ou não, para o Juízo Final. Para todos os efeitos reis e nobres estariam controlando vidas e mais vidas e tudo estava escrito nas estrelas.
Olhei o céu de Goiânia, já tinha me deparado com o cansaço extremo, a correria natural de divulgação do disco novo, tudo bem, tudo zen, tudo mau. E no final tínhamos uma batata quente nas mãos e a felicidade de poder tocar para 10 mil pessoas, elas sim merecedoras de todo o suor do mundo, assim como poder encontrar os amigos do rock, agradecer ao Japinha pela nota em nosso release e me deparar com outra realidade: dinheiro não dá status. Portanto, sentindo calor e suando frio de cansaço me despedi das amarguras da vida e fui...
...antes de perceber, tínhamos visto o Latino em Campo Grande, admirado a recepção calorosa e seca do cerrado que me abastece a alma,que Me faz delirar. Pensei em virar um gigante andar por aí. Daí me lembrei de Nostradamus e parei. Os astros não estão a meu favor, pessoalmente. Estou na segunda divisão.
Olhei o céu de Goiânia, já tinha me deparado com o cansaço extremo, a correria natural de divulgação do disco novo, tudo bem, tudo zen, tudo mau. E no final tínhamos uma batata quente nas mãos e a felicidade de poder tocar para 10 mil pessoas, elas sim merecedoras de todo o suor do mundo, assim como poder encontrar os amigos do rock, agradecer ao Japinha pela nota em nosso release e me deparar com outra realidade: dinheiro não dá status. Portanto, sentindo calor e suando frio de cansaço me despedi das amarguras da vida e fui...
...antes de perceber, tínhamos visto o Latino em Campo Grande, admirado a recepção calorosa e seca do cerrado que me abastece a alma,que Me faz delirar. Pensei em virar um gigante andar por aí. Daí me lembrei de Nostradamus e parei. Os astros não estão a meu favor, pessoalmente. Estou na segunda divisão.
terça-feira, abril 12, 2005
A hora do tufão! - um tormento e um velho dormindo com seus pensamentos
Estava eu e Marceleza discutindo a canções sertanejas nordestinas, os autores e poetas e artistas que trazem para nossos dias as tradições de um tempo que não volta mais. Por que?
É difícil falar sobre isso, mas é veemente que é inegavelmente, insofismável e cabal que a escalada da vida nos aproxima de nós mesmos e nos afasta do que fomos. Meu senso cíclico e atômico aponta o seguinte: Luiz Gonzaga. Resgate. Geraldo Azevedo. resgate. Os repentes de gente que nunca saberei quem foi. resgate.
Hoje em dia o artista é dominado pela idéia de sobrevivência. E para tanto ele coloca na balança sua arte com a durabilidade de sua carreira. O efêmero da classe, a anarquia do pensamento está esquecida e não existe vanguarda que possa hoje enfrentar o capitalismo da intolerância. Porque a gente faz aquilo que gosta, mas não tão do jeito que quer. As vezes sim. As vezes a gente sofre.
A arte é um auto-retrato sem público. O público sintoniza ou não a essênciado que sente ao ver, ouvir, tocar algo belo, de arte.
Mas estou desacostumado com a negação da tradição. Eu mesmo, que não ouço bossa, acabo preferindo ela a qualquer modernidade eletrônica com três minutos e quinze segundos que engulo todos os dias nas fms do Brasil. E eu gostaria que minha música tocasse, não pelo apelo comercial somente, mas pela vontade popular. Já tocou Tim Maia, Alcione, Fagner, Jorge Ben. Mas eu prefiro os cancioneiros sertanejos nordestinos. O que eles devem praguejar sobre nossa juventude? Quais serão seus medos pois poetas sofrem?
É difícil falar sobre isso, mas é veemente que é inegavelmente, insofismável e cabal que a escalada da vida nos aproxima de nós mesmos e nos afasta do que fomos. Meu senso cíclico e atômico aponta o seguinte: Luiz Gonzaga. Resgate. Geraldo Azevedo. resgate. Os repentes de gente que nunca saberei quem foi. resgate.
Hoje em dia o artista é dominado pela idéia de sobrevivência. E para tanto ele coloca na balança sua arte com a durabilidade de sua carreira. O efêmero da classe, a anarquia do pensamento está esquecida e não existe vanguarda que possa hoje enfrentar o capitalismo da intolerância. Porque a gente faz aquilo que gosta, mas não tão do jeito que quer. As vezes sim. As vezes a gente sofre.
A arte é um auto-retrato sem público. O público sintoniza ou não a essênciado que sente ao ver, ouvir, tocar algo belo, de arte.
Mas estou desacostumado com a negação da tradição. Eu mesmo, que não ouço bossa, acabo preferindo ela a qualquer modernidade eletrônica com três minutos e quinze segundos que engulo todos os dias nas fms do Brasil. E eu gostaria que minha música tocasse, não pelo apelo comercial somente, mas pela vontade popular. Já tocou Tim Maia, Alcione, Fagner, Jorge Ben. Mas eu prefiro os cancioneiros sertanejos nordestinos. O que eles devem praguejar sobre nossa juventude? Quais serão seus medos pois poetas sofrem?
domingo, abril 10, 2005
Além das portas da percepção - ordinattaire
Aprendi uma frase esta semana. Namu Amida Butsu. Repetí-la é criar uma ligação entre o ser e o existir. Ou não. Estou tomado pela idéia de que algo novo, inovador e belo está por vir. Pode ser uma música ou um quadro em uma exposição. Assim tem sido os novos shows do Maskavo. Para as pessoas mais atenciosas existe um tecladista no show novo. Por que?
A necessidade de mudar foi grande. Uma vez uma fã insistiu em dizer que fazíamos playback não tendo consciência de que usávamos um equipamento eletrônico para samplear e sequencear sons e ritmos com o que tocávamos. Mas o tempo passou e hoje estamos mais obstinados em melhorar tecnicamente o show. Um elemento humano a mais é instigante. É uma alma completa que vai explorar nossas canções e colocar algo pessoal, um tempero diferente, no arroz e no feijão. Eu aceito isso com muita fé e tudo está melhor desde tal decisão.
Namu amida butsu. Em Caçapava temos um público bastante fiel, caloroso e atencioso. Sempre me sinto bem ao saber que vamos tocar lá. Inclusive revemos amigos. É muito bom. Estava muito calor também. Aconteceu algo inusitado que eu gostaria de refletir sobre. Um rapaz aparentemente dopado ficava avacalhando a paz de todos a sua volta. Rodava a camisa, esbarrava em quem podia e agitava mais do que era necessário. Poxa, do palco não há o que fazer. Dá vontade de falar, mas a música é a melhor linguagem. Pena que afetou aquele cara de uma maneira muito estranha, a música, a festa e as luzes. Namu amida butsu pra ele também.
A necessidade de mudar foi grande. Uma vez uma fã insistiu em dizer que fazíamos playback não tendo consciência de que usávamos um equipamento eletrônico para samplear e sequencear sons e ritmos com o que tocávamos. Mas o tempo passou e hoje estamos mais obstinados em melhorar tecnicamente o show. Um elemento humano a mais é instigante. É uma alma completa que vai explorar nossas canções e colocar algo pessoal, um tempero diferente, no arroz e no feijão. Eu aceito isso com muita fé e tudo está melhor desde tal decisão.
Namu amida butsu. Em Caçapava temos um público bastante fiel, caloroso e atencioso. Sempre me sinto bem ao saber que vamos tocar lá. Inclusive revemos amigos. É muito bom. Estava muito calor também. Aconteceu algo inusitado que eu gostaria de refletir sobre. Um rapaz aparentemente dopado ficava avacalhando a paz de todos a sua volta. Rodava a camisa, esbarrava em quem podia e agitava mais do que era necessário. Poxa, do palco não há o que fazer. Dá vontade de falar, mas a música é a melhor linguagem. Pena que afetou aquele cara de uma maneira muito estranha, a música, a festa e as luzes. Namu amida butsu pra ele também.
sexta-feira, março 18, 2005
Quanto vale o olhar - Ensaio sobre atenção.
Descobri dados sobre a televisão que me deixaram preocupados. Pois a televisão é de fato digna de análise. Socialmente influente e formadora de opinião e público, a televisão é instigadora da visão e propaga imagens e tendências. Os dados foram obtidos através da T.V. Cultura em um programa chamado grandes cursos, da Universidade Anhembi Morumbi. A iniciativa do programa era defender que a televisão, do ponto de vista comercial, utiliza a imagem para vender seus fetiches e para o anunciante o investimento por milhões de espectadores é irrisório. Assim o custo de apresentar uma imagem fictícia da necessidade criada ou bem de consumo não durável para o consumidor de baixa e média renda tem como meta o lucro pois é baseada no salário mínimo, que não representa a renda média da população brasileira pelo caráter informal dos prestadores de serviço do país. Na minha opinião deve-se a isso o fato de pagarmos grandes quantidades de impostos sobre produtos e contas de banco: a defasagem na arrecadação média por habitante de impostos sobre sua hora de trabalho.
Em 2000, 30 segundos em horário nobre na rede Globo custavam R$139.000 aproximadamente. Dividido pelo número de espectadores, 25 milhões na época, dava uma quantia de 0,0055 centavos por habitante em investimentos diretos. O salário mínimo era de R$136,00 e a quantidade de dinheiro investida mensalmente por pessoa equivalia a R$160,00. O mesmo que pagar para ganhar no futuro, princípio do capitalismo e das políticas neo-liberais.
Hoje, concluo, deve-se gastar na mesma proporção em televisão, em imagem, em vendas. Mas a situação da população se mantém. Somos um país recheado de informalidades e com muitas arestas para apararmos. Trabalho, estuda e luta serão necessários para que as coisas mudem um pouco.
Em 2000, 30 segundos em horário nobre na rede Globo custavam R$139.000 aproximadamente. Dividido pelo número de espectadores, 25 milhões na época, dava uma quantia de 0,0055 centavos por habitante em investimentos diretos. O salário mínimo era de R$136,00 e a quantidade de dinheiro investida mensalmente por pessoa equivalia a R$160,00. O mesmo que pagar para ganhar no futuro, princípio do capitalismo e das políticas neo-liberais.
Hoje, concluo, deve-se gastar na mesma proporção em televisão, em imagem, em vendas. Mas a situação da população se mantém. Somos um país recheado de informalidades e com muitas arestas para apararmos. Trabalho, estuda e luta serão necessários para que as coisas mudem um pouco.
quarta-feira, março 16, 2005
Cartas de um vidente - Rimbaud até poderia ter escrito uma delas...
A gente precisa aprender a se despir de nossa verdade para falar com sinceridade sobre o que experimentamos na vida. Eu gostaria de dar atenção as coisas bonitas da vida, sei lá, passar mais tempo observando os casais de namorados ou tomar um sorvete sem me preocupar com seu fim ou degelo. Mas eu me preocupo com alguns indivíduos engravatados que pensam saber das coisas. Eu me preocupo com os mendigos pois não sei mais se sofro por eles ou admito sua relação sexual com a miséria. Eu me preocupo com as desigualdades infindas entre os países americanos e a posição número 1 do Brasil no quesito "país mais louco de todos" sem tirar nem por culpa em cada um de nós. O que é a poesia?
Gravatas não sabem nada sobre fuso horário nem quantos deles existem apenas no Brasil. Quem usa gravata deveria nascer sabendo algo mais e não passar a vergonha de, em pleno aeroporto de Congonhas, achar que tudo é horário de verão.
Não sou devoto de Nossa Senhora
Eu sei que dela o milagre não brota
eu busquei aceitar
eu vi o que minhas mãos não podem tocar
O chão ficou próximo demais
da testa
rente as sobrancelhas do infinito
para Rimbaud e Morrison
resta o túmulo
seus restos inexistem
restam as palavras
Os restos que entopem os esgotos
da sabedoria popular
da miséria humana
e da solidão de saber
que quanto mais sabemos
mais sozinhos trilhamos
a estrada
os tijolos
o pó
trilhamos o finito
uns dançam
outros esperam a chuva de Outono
ela ainda não chegou e há de prescipitar
Reze
peça temente por perdão
os dias e as noites não mais escondem
a podridão da ignorância
homens de bem que não tem alma
almas que vão aos céus da incerteza
morrem
Reze em vão até os joelhos sangrarem
peça
eu sei impedir as feridas
eu busquei curá-las
até que, de tão ferido, peço
faça algo, por ti
por tu
por elas todas
as sementes
Gravatas não sabem nada sobre fuso horário nem quantos deles existem apenas no Brasil. Quem usa gravata deveria nascer sabendo algo mais e não passar a vergonha de, em pleno aeroporto de Congonhas, achar que tudo é horário de verão.
Não sou devoto de Nossa Senhora
Eu sei que dela o milagre não brota
eu busquei aceitar
eu vi o que minhas mãos não podem tocar
O chão ficou próximo demais
da testa
rente as sobrancelhas do infinito
para Rimbaud e Morrison
resta o túmulo
seus restos inexistem
restam as palavras
Os restos que entopem os esgotos
da sabedoria popular
da miséria humana
e da solidão de saber
que quanto mais sabemos
mais sozinhos trilhamos
a estrada
os tijolos
o pó
trilhamos o finito
uns dançam
outros esperam a chuva de Outono
ela ainda não chegou e há de prescipitar
Reze
peça temente por perdão
os dias e as noites não mais escondem
a podridão da ignorância
homens de bem que não tem alma
almas que vão aos céus da incerteza
morrem
Reze em vão até os joelhos sangrarem
peça
eu sei impedir as feridas
eu busquei curá-las
até que, de tão ferido, peço
faça algo, por ti
por tu
por elas todas
as sementes
quinta-feira, março 10, 2005
As pontes da morte - Ensaio do medo sobre viajar a noite
70% delas estão com mais de trinta anos. Sem cuidados ou caindo aos pedaços, você escolhe o destino. Algumas delas escolheram cair e algumas pessoas morreram.: PONTES.
Até que poderia ser um sobrenome, mas são ligações. São sobrenomes também que pagam o IPVA e olham incrédulos o fim das pontes que conectam o Brasil federal. El justiciero cha cha cha ainda é coisa do presente por isso estude tudo a sua volta. Eu olhei a minha volta e pensei "vontade" e assim definido o meu caminho fui trafegando pela estrada que liga Marília a São Paulo. Pense na fé, pense em Deus. Pense nos enigmas e nos paradoxos, quem sabe mais do que quem e verá! A vontade de ver o fim é o próprio TAO das coisas.
Até que poderia ser um sobrenome, mas são ligações. São sobrenomes também que pagam o IPVA e olham incrédulos o fim das pontes que conectam o Brasil federal. El justiciero cha cha cha ainda é coisa do presente por isso estude tudo a sua volta. Eu olhei a minha volta e pensei "vontade" e assim definido o meu caminho fui trafegando pela estrada que liga Marília a São Paulo. Pense na fé, pense em Deus. Pense nos enigmas e nos paradoxos, quem sabe mais do que quem e verá! A vontade de ver o fim é o próprio TAO das coisas.
terça-feira, março 01, 2005
Enfim está chegando a primavera. - Retrato surrealista
Mais uma frente fria atinge a capital de São Paulo. O clima pode estar mudando depois dos fenômenos naturais que atingiram a Ásia. Ilhas mudaram de lugar e uma cidade desaparecida pode estar dando o ar de sua graça. Uma cidade mitológica que seria tão linda que uma enchente divina afundou 6 de seus 7 templos sagrados. Coisa louca
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
O que se passa na cabeça de um analista político? - a arte de criticar
Quando a música é sua amiga especial, quando ela é a sua única amiga? No imaginário eu gostaria de estar menos preocupado com os políticos do país, com as leis antigas que persistem no tempo de nossa verdadeira democracia. Mas não é possível acreditar em uma melhoria da única classe minoritária do país que trabalha pelo nosso voto: a análise de um político.
Quanto ganham os políticos não me importa. Eles recebem R$12.000, verbas para o gabinete, passagens aéreas(hoje elas são limitadas), décimos terceiro e quarto salários. O que me importa é a forma como uma decaída do governo junto ao congresso aponta para mim um assalto à mão armada!. Um aumento tão grande no salário que a Previdência estaria perdida para sempre. Eu apostaria até no fim da aposentadoria como opção de vida se acontecer tal aumento de salário dos deputados do Brasil.
Não! O Brasil é um país que ainda considera-se rico, mas é pobre e desigual em quase todos os sentidos da palavra. Um estudante universitáro custa o que? Mas ele se forma e não existem programas de pesquisa para ele. Um estudante de segundo grau desprivilegiado pode não entrar em uma faculdade pública e passar a vida inteira fazendo algo do qual sente indignação. Mas uns 33% da população brasileira nem teria a chance de pensar em estudar ou ter fé em um político para livrá-lo da miséria e da sobrevivência. Além disso existe a corrupção e se não fosse o otimismo, a música e o amor eu iria para o buraco.
Gosto muito de política e conheço políticos de todos os tipos. Já fiz até campanha na adolescência por acreditar na melhoria do meu país. Nunca fui partidário de nada. Sou a favor da vida com dignidade e satisfação. E é por isso mesmo que estou dividindo uma opinião. A responsabilidade pessoal em um país desigual não pode impedir-nos de crescer. Crescer de mãos dadas com os desafios é trilhar acertos, erros e compensações da vida. Os políticos deveriam deixar-nos tranquilos. Mas parte da nossa responsabilidade é ficar de olho neles, na minoria que tira o sono do humilde, humilha a imagem do país e impede, de cima para baixo, o verdadeiro crescimento do Brasil.
Quanto ganham os políticos não me importa. Eles recebem R$12.000, verbas para o gabinete, passagens aéreas(hoje elas são limitadas), décimos terceiro e quarto salários. O que me importa é a forma como uma decaída do governo junto ao congresso aponta para mim um assalto à mão armada!. Um aumento tão grande no salário que a Previdência estaria perdida para sempre. Eu apostaria até no fim da aposentadoria como opção de vida se acontecer tal aumento de salário dos deputados do Brasil.
Não! O Brasil é um país que ainda considera-se rico, mas é pobre e desigual em quase todos os sentidos da palavra. Um estudante universitáro custa o que? Mas ele se forma e não existem programas de pesquisa para ele. Um estudante de segundo grau desprivilegiado pode não entrar em uma faculdade pública e passar a vida inteira fazendo algo do qual sente indignação. Mas uns 33% da população brasileira nem teria a chance de pensar em estudar ou ter fé em um político para livrá-lo da miséria e da sobrevivência. Além disso existe a corrupção e se não fosse o otimismo, a música e o amor eu iria para o buraco.
Gosto muito de política e conheço políticos de todos os tipos. Já fiz até campanha na adolescência por acreditar na melhoria do meu país. Nunca fui partidário de nada. Sou a favor da vida com dignidade e satisfação. E é por isso mesmo que estou dividindo uma opinião. A responsabilidade pessoal em um país desigual não pode impedir-nos de crescer. Crescer de mãos dadas com os desafios é trilhar acertos, erros e compensações da vida. Os políticos deveriam deixar-nos tranquilos. Mas parte da nossa responsabilidade é ficar de olho neles, na minoria que tira o sono do humilde, humilha a imagem do país e impede, de cima para baixo, o verdadeiro crescimento do Brasil.
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
O efeito real da economia em nosso dia-a-dia.
Estamos todos felizes com o show do Lenny Kravitz? Os fãs, com certeza.! Eu já me proponho a fazer outra análise pois cada show é um show.
As constantes propagandas dos shows internacionais são provas de que o Brasil está em uma situação muito melhor do que em 2003 e 2004, quando tivemos pouquíssimas atrações de peso por aqui. Isso indica melhorias para eles e para as bandas nacionais também. O mercado de shows depende do que chamo de "dinheiro para o lazer". Significa que depois de pagas as contas, dívidas, de ter feito o supermercado, colocado combustível no carro sobre algum para que se possa suprir as necessidades da cultura. O dinheiro do lazer serve para a cerveja, para os livros, os shows, os discos e dvds. Serve para se jantar fora. E ele é o primeiro dinheiro que economizamos quando a situação econômica fica a favor da substência do mercado. Isso atingiu todas as bandas com a mudança de governo. Atinge principalmente as bandas iniciantes que tem mais dificuldades para se apresentar, fazer um contrato ou, se tiver um disco pronto, divulgá-lo com a mínima dignidade.
Com a nota de R$2, resquício dos anos FFHH, a nota de R$1 está ficando escassa. Eu diria até que hoje ela serve mais como trocado do que como moeda corrente. Sim, temos a nota de R$20 para concorrer com a de R$10... quer dizer, tudo aumentou de valor. Menos o lazer. O lazer ainda é um luxo. Aproveitem seus momentos de lazer para alegria e divertimento pois tudo o que tende a subir um dia tende a descer de novo. Boa sorte a todos nós!
As constantes propagandas dos shows internacionais são provas de que o Brasil está em uma situação muito melhor do que em 2003 e 2004, quando tivemos pouquíssimas atrações de peso por aqui. Isso indica melhorias para eles e para as bandas nacionais também. O mercado de shows depende do que chamo de "dinheiro para o lazer". Significa que depois de pagas as contas, dívidas, de ter feito o supermercado, colocado combustível no carro sobre algum para que se possa suprir as necessidades da cultura. O dinheiro do lazer serve para a cerveja, para os livros, os shows, os discos e dvds. Serve para se jantar fora. E ele é o primeiro dinheiro que economizamos quando a situação econômica fica a favor da substência do mercado. Isso atingiu todas as bandas com a mudança de governo. Atinge principalmente as bandas iniciantes que tem mais dificuldades para se apresentar, fazer um contrato ou, se tiver um disco pronto, divulgá-lo com a mínima dignidade.
Com a nota de R$2, resquício dos anos FFHH, a nota de R$1 está ficando escassa. Eu diria até que hoje ela serve mais como trocado do que como moeda corrente. Sim, temos a nota de R$20 para concorrer com a de R$10... quer dizer, tudo aumentou de valor. Menos o lazer. O lazer ainda é um luxo. Aproveitem seus momentos de lazer para alegria e divertimento pois tudo o que tende a subir um dia tende a descer de novo. Boa sorte a todos nós!
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
Porque sou tão otimista.
Fazer a coisa certa não é fácil quando temos muitas escolhas para fazer. Em um determinado tempo e ponto da vida as responsabilidades para consigo vão se tornando parte do todo, um com o outro, cuidando para que cumpra-se a lei e as regras da moralidade.
O melhor pintor do mundo tinha medo da extradição; poder enxergar o céu paulistano e cada estrela demonstra um novo momento da cidade; das escolhas que faço surge apenas a idéia de seguir em frente e tomar um novo caminho.
É muito frugal lançar um novo disco. É uma idéia coletiva que deu certo. Foi registrada com muito esforço e cautela. O álbum O som que vem da luz do soL nasceu e com isso a oportunidade de criar um novo show, um novo site e deixar mazelas do passado para trás.
O que tem que ser feito é um belo caminho para trilhar. Venha comigo.
O melhor pintor do mundo tinha medo da extradição; poder enxergar o céu paulistano e cada estrela demonstra um novo momento da cidade; das escolhas que faço surge apenas a idéia de seguir em frente e tomar um novo caminho.
É muito frugal lançar um novo disco. É uma idéia coletiva que deu certo. Foi registrada com muito esforço e cautela. O álbum O som que vem da luz do soL nasceu e com isso a oportunidade de criar um novo show, um novo site e deixar mazelas do passado para trás.
O que tem que ser feito é um belo caminho para trilhar. Venha comigo.
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
Conversa com Sérgio Dias
O ano novo chinês começou no dia 9 de Fevereiro de 2005. Ano 4 mil e poucos da era deles... eu estava perto de casa olhando meu bairro e saindo para comprar o almoço. Era Domingo na Pompéia. Domingo de sol e de descanso. O carnaval quase não atingia o entardecer e não havia barulho na rua. Apenas eu, Sérgio Dias e sua mulher estávamos acordados na lanchonete. Para quem não sabe ele é um dos fundadores do Os Mutantes, grupo paulistano fundido no tropicalismo, com pitadas de Beatles e margeando a Bossa Nova. Eu parecia um fã legítimo e tinha muito para dizer e perguntar. Falei sobre música no Brasil e concordamos. A música segue com ou sem rádios; com ou sem gravadoras; com ou sem mistérios. Mas é feita de gente e tem que ser feita. Fiquei muito otimista. Afinal, não é sempre que a gente conhece alguém que sabe das coisas.
O que se desenha depois do Tsunami? Um crescimento industrial recorde ou um recorde na televisão brasileira? Não sei, mas gostaria de fazer parte deles do jeito mais benéfico possível. Assim nasce o amor pelas coisas e pelos outros.
A música vai tomar conta da vida este ano de um jeito diferente. Sem muitas demagogias e com a mínima pretensão exigida. Espero que parta de nós a qualidade necessária e a vontade de transformar o bom no melhor e fazer o verdadeiro show acontecer pois a música já está gravada e lançada nas lojas Saraiva. Cabe ao ouvinte ceder um pouco e se deixar levar pelas ondas do reggae brasileiro. De um jeitinho diferente...
Por que um disco independente?
- Porque é a maneira mais honesta de fazer aquilo que estava em nossas cabeças. Um disco emotivo, cheio de respeito pelo que a banda é e se propõe a ser, com os efeitos sonoros que sonhamos e gravado perto de casa. Muitos foram os motivos para gravá-lo e um deles foi a opção de não desistir do que construímos. Independente do que temos ouvido e visto na televisão, do que é padrão e internacional, ousamos dividir nossa vontade de realizar um álbum conceitual com parceiros instigados pela carreira que já construímos. Mas o que nos motivou mesmo foi saber que tínhamos alcançado mais quilômetros com a música do que em nossas viagens, mais fãs do que poderíamos sonhar: no norte, sul, leste, oeste e centro do Brasil:
- Obrigado!
Apoiem a música feita no Brasil. Reggaerocksambapagodehiphoprapbregasertanejochorinhoforrómaracatubaiãoxotefrevo e tudo o mais que for bem feito!
O que se desenha depois do Tsunami? Um crescimento industrial recorde ou um recorde na televisão brasileira? Não sei, mas gostaria de fazer parte deles do jeito mais benéfico possível. Assim nasce o amor pelas coisas e pelos outros.
A música vai tomar conta da vida este ano de um jeito diferente. Sem muitas demagogias e com a mínima pretensão exigida. Espero que parta de nós a qualidade necessária e a vontade de transformar o bom no melhor e fazer o verdadeiro show acontecer pois a música já está gravada e lançada nas lojas Saraiva. Cabe ao ouvinte ceder um pouco e se deixar levar pelas ondas do reggae brasileiro. De um jeitinho diferente...
Por que um disco independente?
- Porque é a maneira mais honesta de fazer aquilo que estava em nossas cabeças. Um disco emotivo, cheio de respeito pelo que a banda é e se propõe a ser, com os efeitos sonoros que sonhamos e gravado perto de casa. Muitos foram os motivos para gravá-lo e um deles foi a opção de não desistir do que construímos. Independente do que temos ouvido e visto na televisão, do que é padrão e internacional, ousamos dividir nossa vontade de realizar um álbum conceitual com parceiros instigados pela carreira que já construímos. Mas o que nos motivou mesmo foi saber que tínhamos alcançado mais quilômetros com a música do que em nossas viagens, mais fãs do que poderíamos sonhar: no norte, sul, leste, oeste e centro do Brasil:
- Obrigado!
Apoiem a música feita no Brasil. Reggaerocksambapagodehiphoprapbregasertanejochorinhoforrómaracatubaiãoxotefrevo e tudo o mais que for bem feito!
Assinar:
Postagens (Atom)