terça-feira, novembro 24, 2009
segunda-feira, novembro 23, 2009
É um amor diferente, é um jeito de amar confuso
Observar o ambiente e as pessoas sempre foi um hábito para mim. Não é algo que se diga psicológico, eu acho simplesmente o ser humano fascinante. Meus ouvidos estão cheios de receitas, meus olhos estão cheios de reflexos, eu estou com antenas ligadas nas revoluções amorosas e me sinto um tanto confuso com as relações humanas, quanto mais envelheço compreendo, então parece que as poucas coisas boas da vida se resumem ao ato e ao fato consumado. Assim como eu acredito nos meus olhos, acredito demais que um agente careta está presente nas pessoas e isso tem me incomodado. Sabe, as minhas aspirações independem de você, de quem seja, eu ainda estou em busca daquela centelha estranha que me deixa impossibilitado de reagir, me deixa em transe. Sou um guerreiro que a paixão muitas vezes fere no invisível e as manifestações de amor que me ferem são as poucas coisas que ainda me motivam. Essa caretice é vigente, tem uma forma que não parece caber nas pessoas, são todas elas e ao mesmo tempo eu fugindo dos braços de quem nunca me deixará em paz, é um saco olhar e não poder dizer "realmente preciso de horas para te mostrar como é doce o meu beijo de verdade". Acho que a pressa nos tomou de jeito. Pressa de alguma coisa que eu não consigo alcançar, parece miragem e, concebido como uma surrealidade, é tudo o que eu rejeito em mim. Pressa.
Me flagrei sexta-feira entorpecido pela beleza de uma pessoa. Uma belíssima mulher de vestido verde, ela tem o jeito bonito, o sorriso lindo, gesticula quando fala de forma graciosa, é mais alta do que eu mereço e tem voz de cantora. Sabe, de súbito, estava tomado por uma vontade louca de dizer: uau, como faço para ter um pouco disso sem essa pressa desse festival e da correria pelos melhores lugares, o que faço? E que tipo de homem consegue tirar a mulher so sério, fazê-la sonhar, ter um desejo de sumir com ele, beber do mesmo copo de cerveja e dar uma gargalhada da dificuldade que é amar? Putz, só de pensar nisso já me flagro sorrindo.
Tenho saudade de muitas coisas e elas me abastecem legal. É o meu elemento não-careta, é a pedra filosofal. É uma confusão, mas estou achando ela muito boa. Preciso parar de pensar e agir.
Me flagrei sexta-feira entorpecido pela beleza de uma pessoa. Uma belíssima mulher de vestido verde, ela tem o jeito bonito, o sorriso lindo, gesticula quando fala de forma graciosa, é mais alta do que eu mereço e tem voz de cantora. Sabe, de súbito, estava tomado por uma vontade louca de dizer: uau, como faço para ter um pouco disso sem essa pressa desse festival e da correria pelos melhores lugares, o que faço? E que tipo de homem consegue tirar a mulher so sério, fazê-la sonhar, ter um desejo de sumir com ele, beber do mesmo copo de cerveja e dar uma gargalhada da dificuldade que é amar? Putz, só de pensar nisso já me flagro sorrindo.
Tenho saudade de muitas coisas e elas me abastecem legal. É o meu elemento não-careta, é a pedra filosofal. É uma confusão, mas estou achando ela muito boa. Preciso parar de pensar e agir.
sexta-feira, novembro 20, 2009
se me perguntarem, eu digo
Estou lendo um livro fantástico. Não, não é fantástico no sentido da palavra, é sobre realismo fantástico. O tema sugere que muitos dilemas e enigmas históricos estão relacionados a necessidade de alguns seres humanos de descobrir, experimentar e guardar em segredo fórmulas, mapas, todo tipo de material utilizado na confecção de itens mortais ou que deturpariam a humanidade. Vivemos um problema moral à milênios que a maioria esmagadora de pessoas nem presta atenção. São sinais declarados de que estamos na era da estupidez.
Existem provas de pilhas elétricas fabricadas a mais de dois mil anos em Bagdá. Pára-raios conectados a ligas metálicas que só foram apuradas no século XIX. E provas matemáticas, como o cálculo da distância da terra até o sol, que é a altura de Quéops multiplicada por 1 bilhão.
No entanto, nosso problema é moral e não está sendo discutido dentro deste realismo fantástico. Aliás, nosso problema é de conivência com coisas erradas. Vamos ao caso mais recente e, na minha opinião, de uma imbecilidade gigantesca:
Um homem que se separa da esposa resolve se matar sendo que o suicídio é tão velho quanto à velhice. Mas um homem que resolve se matar não pode buscar seu filho de quase três anos na casa da mãe e jogá-lo de um prédio de sessenta metros. É moralmente doente. Pior! Pior é a família do suicida marcar, velar e enterrar normalmente este homem, este monstro; a família deste homem é tão imoral quanto seu filho porque é conivente com a incapacidade humana desse ex-ser de resolver por si algo que é moralmente errado. Na bíblia existem pais que matam filhos. É uma lição, não faça isso nem em nome de deus, mesmo assim existe a interpretação, se é pra deus, é de deus. O que vi na televisão foram muitas pessoas destruídas. Mas a lição, a questão moral é a mesma que permeia a violência do terrorista ou do traficante, o pai e a mãe afanam a cabeça de seu filho bandido, imoral, suicida, estuprador, diz que sabe do erro, mas é a filha, é o filho do ventre. Puta papo furado. Admiro o homem que um dia viu seu filho com uma placa de rua onde estava escrito o nome de seu avô, o filho se gabando de ter feito aquilo como uma homenagem, e o pai ligou para a polícia e mandou prender o filho. O filho fez algo impensado, mas moralmente reprovável e quem deu a lição foi o pai.
Eu não faria louvores a um filho assassino. Isso me encheria de vergonha, repúdio em ser humano, doente em si, inexplicável, mas imperdoável. Eu olhava a televisão, amigos e familiares do suicida chorando. E pensei, quem é que presta uma homenagem dessas a um ser imoral?
Se podemos louvar o assassino, respeitar o suicida, adular o corrupto e beijar quem apertou o gatilho da bomba atômica, então não podemos saber os segredos da vida eterna, da viagem no tempo e no espaço, não podemos criar ouro, prata, platina, não podemos viver a vida plenamente.
A história do mundo é sobre política e economia. Os grandes segredos da humanidade estão na Índia, no Vaticano, em alguns museus norte-americanos, ingleses, franceses, alemães. São os anônimos e os eruditos solitários que carregam as chaves da criação e da destruição calados porque, assim como Einstein viu a merda que fez quando provou a divisão nuclear, viu também que a natureza humana tende à uma imoralidade milenar. E como as pessoas estão muito interessadas em dinheiro, em ficarem bonitas, em cometerem imoralidades que nunca serão julgadas, acredito que veremos ainda muitos pais e mães e filhos matando uns aos outros em nome da miséria, da fome, do desespero, da inveja, da raiva, da desilusão, do amor extremo, do ódio. E assim, moralmente falando, quantos milênios levaremos a mais para aprender as coisas boas que temos capacidade de realizar? É uma grande ilusão achar que as viagens espaciais ou a roda nos tiraram das trevas quando nós ainda somos obrigados a fazer parte de um mundo onde as civilizações ainda não desempenham o seu papel natural. Estamos perdidos flutuando no cosmos, my sister.
Existem provas de pilhas elétricas fabricadas a mais de dois mil anos em Bagdá. Pára-raios conectados a ligas metálicas que só foram apuradas no século XIX. E provas matemáticas, como o cálculo da distância da terra até o sol, que é a altura de Quéops multiplicada por 1 bilhão.
No entanto, nosso problema é moral e não está sendo discutido dentro deste realismo fantástico. Aliás, nosso problema é de conivência com coisas erradas. Vamos ao caso mais recente e, na minha opinião, de uma imbecilidade gigantesca:
Um homem que se separa da esposa resolve se matar sendo que o suicídio é tão velho quanto à velhice. Mas um homem que resolve se matar não pode buscar seu filho de quase três anos na casa da mãe e jogá-lo de um prédio de sessenta metros. É moralmente doente. Pior! Pior é a família do suicida marcar, velar e enterrar normalmente este homem, este monstro; a família deste homem é tão imoral quanto seu filho porque é conivente com a incapacidade humana desse ex-ser de resolver por si algo que é moralmente errado. Na bíblia existem pais que matam filhos. É uma lição, não faça isso nem em nome de deus, mesmo assim existe a interpretação, se é pra deus, é de deus. O que vi na televisão foram muitas pessoas destruídas. Mas a lição, a questão moral é a mesma que permeia a violência do terrorista ou do traficante, o pai e a mãe afanam a cabeça de seu filho bandido, imoral, suicida, estuprador, diz que sabe do erro, mas é a filha, é o filho do ventre. Puta papo furado. Admiro o homem que um dia viu seu filho com uma placa de rua onde estava escrito o nome de seu avô, o filho se gabando de ter feito aquilo como uma homenagem, e o pai ligou para a polícia e mandou prender o filho. O filho fez algo impensado, mas moralmente reprovável e quem deu a lição foi o pai.
Eu não faria louvores a um filho assassino. Isso me encheria de vergonha, repúdio em ser humano, doente em si, inexplicável, mas imperdoável. Eu olhava a televisão, amigos e familiares do suicida chorando. E pensei, quem é que presta uma homenagem dessas a um ser imoral?
Se podemos louvar o assassino, respeitar o suicida, adular o corrupto e beijar quem apertou o gatilho da bomba atômica, então não podemos saber os segredos da vida eterna, da viagem no tempo e no espaço, não podemos criar ouro, prata, platina, não podemos viver a vida plenamente.
A história do mundo é sobre política e economia. Os grandes segredos da humanidade estão na Índia, no Vaticano, em alguns museus norte-americanos, ingleses, franceses, alemães. São os anônimos e os eruditos solitários que carregam as chaves da criação e da destruição calados porque, assim como Einstein viu a merda que fez quando provou a divisão nuclear, viu também que a natureza humana tende à uma imoralidade milenar. E como as pessoas estão muito interessadas em dinheiro, em ficarem bonitas, em cometerem imoralidades que nunca serão julgadas, acredito que veremos ainda muitos pais e mães e filhos matando uns aos outros em nome da miséria, da fome, do desespero, da inveja, da raiva, da desilusão, do amor extremo, do ódio. E assim, moralmente falando, quantos milênios levaremos a mais para aprender as coisas boas que temos capacidade de realizar? É uma grande ilusão achar que as viagens espaciais ou a roda nos tiraram das trevas quando nós ainda somos obrigados a fazer parte de um mundo onde as civilizações ainda não desempenham o seu papel natural. Estamos perdidos flutuando no cosmos, my sister.
quinta-feira, novembro 19, 2009
Crônicas do Lago Norte
Quando você é um viajante e conhece muitos lugares e pessoas e todo o desconforto mental passa pelo seguinte incômodo: como ter tempo para fazer o que queremos: então você percebe que, ou o mundo é pequeno e devemos nos arriscar, desviar da rotina e ir em busca do inesperado, ou simplesmente sonhamos com o que poderia ter acontecido. Visto também que o sonho é uma manifestação real, pode ser que sonhar seja melhor do que pagar para ver o inesperado. Muitas escolhas nos perseguem.
Na minha cabeça sempre vem a mesma imagem, o mesmo ideal de mulher e ela não está perto de mim. Como ela mesma disse, ela não está nem perto de quem ela deseja e só se aproxima daquilo que repudia, enfim, são palavras soltas no messenger e eu, na minha cabeça, com esse ideal de mulher zanzando, me fazendo transmutar do preguiçoso para o aventureiro doido, eu que já fiz isso muitas vezes, poderia trocar o certo pelo duvidoso só por prazer? Porque é um prazer diferente, platônico ao extremo, sutil e permanente enquanto somos duas almas separadas pelos quilômetros dos estados. Existem fronteiras mentais também que me deixam no limite entre tentar e desistir. E ela tem essa foto sorrindo, olhinhos puxados, poderiam ser meus? Não, não sonhei com isso até agora. Não tenho preferências, aliás. Só a certeza de que, na próxima viagem, estarei tão longe e tão perto ao mesmo tempo daquele corpinho, daquele cérebro, daquele sotaque, um sonhador profissional em trânsito, trabalhando e editando os momentos solitários que passará no hotel enquanto ela, aquele ideal feminino, estará pensando: será que ele vem me ver? será que ele tem tempo para muitas conversas?
Quem não sabe o que quer, mesmo viajando, as vezes se esquece de que é o carinho do corpo, mais do que as palavras, que aquece realmente as pessoas. E o amor se manifestará nessas duas pessoas. Um encontro e nada mais.
Na minha cabeça sempre vem a mesma imagem, o mesmo ideal de mulher e ela não está perto de mim. Como ela mesma disse, ela não está nem perto de quem ela deseja e só se aproxima daquilo que repudia, enfim, são palavras soltas no messenger e eu, na minha cabeça, com esse ideal de mulher zanzando, me fazendo transmutar do preguiçoso para o aventureiro doido, eu que já fiz isso muitas vezes, poderia trocar o certo pelo duvidoso só por prazer? Porque é um prazer diferente, platônico ao extremo, sutil e permanente enquanto somos duas almas separadas pelos quilômetros dos estados. Existem fronteiras mentais também que me deixam no limite entre tentar e desistir. E ela tem essa foto sorrindo, olhinhos puxados, poderiam ser meus? Não, não sonhei com isso até agora. Não tenho preferências, aliás. Só a certeza de que, na próxima viagem, estarei tão longe e tão perto ao mesmo tempo daquele corpinho, daquele cérebro, daquele sotaque, um sonhador profissional em trânsito, trabalhando e editando os momentos solitários que passará no hotel enquanto ela, aquele ideal feminino, estará pensando: será que ele vem me ver? será que ele tem tempo para muitas conversas?
Quem não sabe o que quer, mesmo viajando, as vezes se esquece de que é o carinho do corpo, mais do que as palavras, que aquece realmente as pessoas. E o amor se manifestará nessas duas pessoas. Um encontro e nada mais.
domingo, novembro 15, 2009
se me perguntarem, eu digo
A cara de felicidade do indivíduo; a cara de felicidade do indivíduo que está com duas concorrentes do miss universo 2008; a cara do indivíduo que está filmando; a cara do indivíduo que está filmando e com um dedo na v...a da outra; a cara do indivíduo que geme não aparece nunca; a cara do indivíduo que sorri de felicidade; a cara do indivíduo buscando com as mãos algo maior do que cabe na sua boca; a cara do indivíduo filmando duas mulheres se beijando; a cara do indivíduo quando ouve uma mulher dizendo o que ele tem que fazer; a cara do indivíduo ouvindo uma mulher gozando; a cara do indivíduo filmando um homem que só transa com lubrificantes; a cara do indivíduo que só diz OH YEAH.
E assim é o filminho que as misses fizeram delas mesmas com um bacana aí. As meninas riem, gemem, tremem, mudam de posição, eu penso, ver esse filme: isso nem me deixa feliz, só me faz questionar, tamos aí perseguindo uma linha estética social que depende da imagem do que queremos expor da nossa realidade, calças rasgadas ou sapatênis da moda, o peitoral definido ou a barriguinha de fora, aquela cinturinha onde repousamos as mãos durante os amassos mais eróticos, é o vídeo da semana mas não é lá grandes coisas, onde estou agora? Sem imagem, sem rostos e sem querer muito do domingo, acabando de vez esse dia de muito calor. As misses, elas viajam muito, se expõem a tudo, largam tudo, conhecem muita gente, precisam mesmo defender a paz no mundo ou a salvação das minks? E assim, a atriz pornô mais comentada é também a mais peluda e a menos peituda, viva, se parece com quase todas as meninas que eu já tive enquanto as misses estão lá depiladinhas, gemendo, parecendo mesmo uma daquelas muitas Savannahs que existiram, é verdade, o filminho é sobre indivíduos e a Sacha Grey é uma operária do ramo pornô. Mas eu não tenho contato com misses e nem com atrizes pornográficas. E assim, vivemos no mundo do sexo estético social que nos une pelas putarias que imaginamos mais do que pelas orgias em que nos metemos. Um filminho de celular é apenas um filminho de celular.
E assim é o filminho que as misses fizeram delas mesmas com um bacana aí. As meninas riem, gemem, tremem, mudam de posição, eu penso, ver esse filme: isso nem me deixa feliz, só me faz questionar, tamos aí perseguindo uma linha estética social que depende da imagem do que queremos expor da nossa realidade, calças rasgadas ou sapatênis da moda, o peitoral definido ou a barriguinha de fora, aquela cinturinha onde repousamos as mãos durante os amassos mais eróticos, é o vídeo da semana mas não é lá grandes coisas, onde estou agora? Sem imagem, sem rostos e sem querer muito do domingo, acabando de vez esse dia de muito calor. As misses, elas viajam muito, se expõem a tudo, largam tudo, conhecem muita gente, precisam mesmo defender a paz no mundo ou a salvação das minks? E assim, a atriz pornô mais comentada é também a mais peluda e a menos peituda, viva, se parece com quase todas as meninas que eu já tive enquanto as misses estão lá depiladinhas, gemendo, parecendo mesmo uma daquelas muitas Savannahs que existiram, é verdade, o filminho é sobre indivíduos e a Sacha Grey é uma operária do ramo pornô. Mas eu não tenho contato com misses e nem com atrizes pornográficas. E assim, vivemos no mundo do sexo estético social que nos une pelas putarias que imaginamos mais do que pelas orgias em que nos metemos. Um filminho de celular é apenas um filminho de celular.
quinta-feira, novembro 12, 2009
segunda-feira, novembro 09, 2009
se me perguntarem, eu digo
Dois meses. Tem dois meses que estou sentindo o ombro direito dolorido. É como seu eu não dormisse na posição certa nunca, é como se eu não conseguisse me curar de algo tão normal, é um incômodo leve que não quer me abandonar. Acho que estou descansado e não tenho feito muitas coisas esportivas. Os pesos que eu carregava ficaram de lado. Quando é de dia o ombro vai melhorando aos poucos e a luxação some. Eu penso comigo, meu amigo deve estar dormindo, mas quando sou eu que estou no mais profundo sono, ele, meu ombro me lembra que dormir virando pro lado direito pode ser um problema. As vezes eu não dou bola e viro mesmo. No geral, o trauma já me pegou dejeito, ou seja, estou sempre dormindo pro mesmo lado com a esperança de poder descansar esse ombro baqueado.
Sofro de um mau irreversível: eu não sei interferir na vida de quem amo ou na vida de quem me deixa profundamente admirado. Eu fico lá meio bobo olhando, ouvindo as coisas, deixando as palavras aderirem a minha casca mole, as vezes tento ajudar, falo pra fazer isso ou aquilo menos ou então dou força para grandes sonhos e projetos, mas nunca me incluo neles ou fico tentando me encaixar nessas coisas. E esse mau irreversível tem a ver com o fato de eu possuir idéias próprias que muitas vezes não são respeitadas e daí eu deixo minha frustração de lado e fico apenas na rotina e nos planos comuns da vida e as pessoas que eu amo ou admiro ficam sem mim, sem a minha força.
Na verdade isso é fruto de uma estagnação pessoal recente que tem me deixado cabreiro. Ou é a minha necessidade de ver o mundo de novo e voltar a viajar pra tocar ou simplesmente preciso voltar a aprender a ter prazer com coisas que eu esqueci.
Tenho tido contato com uma pessoa pela qual fui apaixonado e tive um relacionamento intenso. Ela me parece muito bem, sempre foi a pessoa mais dedicada no seu metié, tem uma facilidade enorme de deslizar nas análises psicológicas e nos problemas alheios, é uma doida que merece atenção. A minha felicidade em vê-la nessa corrida contra os idiotas e os preguiçosos é imensa. Ela é muito talentosa e consegue fazer algo que sempre me pareceu difícil: fazer três coisas ao mesmo tempo. E ela trabalha aos Domingos. E o dinheiro não destrói sua generosidade. Lindo.
sexta-feira, outubro 30, 2009
Se me perguntarem, eu digo
Muito importante dizer que esta semana que não finda hoje foi das mais proveitosas. Começando pelo breve tempo que tomou a manhã, das nove horas até uma e meia da tarde, eliminando ervas daninhas, guinés, replantando grama, dando um tapa na frente de casa. Antes, ontem, escrevendo um rap e uma canção que pretendo lançar para um filme com o Bílis Negra. Antes, passando uma tarde muito atarefada com meu filho. Antes ainda acordando muito cedo para cuidar dos assuntos do Maskavo mais pendentes, muitos telefonemas em um dia, mais do que o usual.
A semana foi composta pela composição de duas canções inéditas. Gravá-las tomou outra parte da semana. O quintal veio como brinde nesta sexta-feira. Fez sol e isso facilita o corte de algumas plantas. A terra está úmida e as plantas não resistem a nossa puxada.
Meu irmão tinha uma idéia de design sobre um site de banda. Os sites ficaram cada vez mais flashwave e javascript e menos fotos, design, posicionamento de links, etc. Nada melhor ou pior, sem julgamentos. Mas Bill Gates uma vez disse que o site ideal tem que ter uma programação de poucos Kbytes. Pensando na realidade do Brasil, nas ADSLs e conexões à cabo disponíveis, pensando em mim mesmo, resolvi topar o desafio de Gates, propus a meu irmão esse lance e ele fez um site de 83Kbytes. A música que toca ao fundo tem buffer automático e não tem 1Mbyte. Convenhamos, um programador cobraria R$0000 por um trabalho que não leva algumas horas para fazer. Não há porque se enganar mais. Conteúdo online é tudo.
Hoje será lançada a canção que o Maskavo produziu de um novo artista, Pê,H Moraes. Chama-se A SAUDADE. Fomos contratados para ser a banda dele, questão de sonoridade. Deu muito certo e todos da banda curtiram a idéia. A sonoridade é uma continuação do que estamos fazendo e isso me deixa animado. É como se a vela do barco apontasse pro lado certo sem querer. Velejemos.
A semana foi composta pela composição de duas canções inéditas. Gravá-las tomou outra parte da semana. O quintal veio como brinde nesta sexta-feira. Fez sol e isso facilita o corte de algumas plantas. A terra está úmida e as plantas não resistem a nossa puxada.
Meu irmão tinha uma idéia de design sobre um site de banda. Os sites ficaram cada vez mais flashwave e javascript e menos fotos, design, posicionamento de links, etc. Nada melhor ou pior, sem julgamentos. Mas Bill Gates uma vez disse que o site ideal tem que ter uma programação de poucos Kbytes. Pensando na realidade do Brasil, nas ADSLs e conexões à cabo disponíveis, pensando em mim mesmo, resolvi topar o desafio de Gates, propus a meu irmão esse lance e ele fez um site de 83Kbytes. A música que toca ao fundo tem buffer automático e não tem 1Mbyte. Convenhamos, um programador cobraria R$0000 por um trabalho que não leva algumas horas para fazer. Não há porque se enganar mais. Conteúdo online é tudo.
Hoje será lançada a canção que o Maskavo produziu de um novo artista, Pê,H Moraes. Chama-se A SAUDADE. Fomos contratados para ser a banda dele, questão de sonoridade. Deu muito certo e todos da banda curtiram a idéia. A sonoridade é uma continuação do que estamos fazendo e isso me deixa animado. É como se a vela do barco apontasse pro lado certo sem querer. Velejemos.
quarta-feira, outubro 28, 2009
Procurando Bruno Prieto
Esse papo de sonhar me deixou preocupado comigo. Estava dormindo agora mesmo, caí da cama, verifiquei se o sono do meu filho estava ok, tive que ir ao banheiro, sentei e pensei, descobri porque não sonho mais, porque sou perseguido por fantasmas da minha consciência, porque tenho muitas questões mau resolvidas. Acordei tendo um flashback de um mail que eu li, um mail antigo, de Julho, que dizia um monte de desaforos e pessoalidades, desabafos de anos e anos de convivência, os argumentos pareciam palavras secas, travadas, adstringentes, eu ali excluindo aquele arquivo porque preciso parar de tentar entender o passado, já passou, e os diálogos do passado são os meus fantasmas.
Seria como o louco que ouve vozes, mas não sou nada disso.
Lembro muito bem das decisões realmente sérias que tive que tomar na vida e todas elas foram muito dolorosas para mim. Eu fui criado para execitar uma força mental enorme para não chorar e sucumbir ao primeiro fracasso. Mas chorei muito nos últimos quatro anos. Lavei com lágrimas sentimentos que fui acumulando, torrei dinheiro para ver se conseguia um pouco de sossego mas não adiantou. Mudei de cidade algumas vezes para ter novos horizontes, nada serviu. Namorei, casei, tive filho, aluguei casa, mobiliei tudo e quis ali formar um lar, desgastando minha coluna vertebral em quase todas as companhias de ônibus da região sul do país; me separei, não tinha nada e nem precisava. Fui roubado por um dos meus empresários, pouco dinheiro, o outro abandonou a banda por motivos pessoais e agora, depois de trabalhar anos e anos construindo algo que durou, mas está no osso de manter, preciso recomeçar a erguer minha banda. Fiz músicas que nunca serão gravadas, produzi canções que nunca serão ouvidas, tudo para que uma delas, como uma gota, caia nas mãos de alguma editora que não irá trabalhar ou vender esta canção.
Não tenho apoio financeiro de ninguém. Meus pais são pessoas ótimas e me legaram um teto onde morar. Mas só isso. Nunca ganhei mesada, nunca fui pra Disney, nunca ganhei carro do ano, nunca achei que isso seria mais importante do que o apoio moral que eu necessitava para ser artista, músico, escritor, até historiador. Não foi em casa que eu consegui esse suporte. Foda-se.
Mas agora, embalado por minhas reclamações, vejo porque os fantasmas da minha mente me assolam. Enquanto outros esquecem, fingem que não enxergam, dão as costas, eu acho que tenho essa vida escondida, cheia de mentiras e desaprovações, ilusões, separações, dor de cotovelo, tudo isso encrustado em alguma parte viva de mim. E talvez isso esteja, enfim, saindo pra fora porque é preciso aceitar que estou muito feliz, muito bem resolvido, muito trabalhador, muito sério, muito focado em fazer coisas que sejam reais para mim, para meu filho, para minha família, para meus sócios e amigos, para o amor que algumas mulheres ainda sentem por mim, pela paz universal, pelo dinheiro que ainda vou ter que conquistar.
Estou procurando e na verdade o caminho é todo, todo, todo, todinho bem longe do passado. E que morra esse passado.
Seria como o louco que ouve vozes, mas não sou nada disso.
Lembro muito bem das decisões realmente sérias que tive que tomar na vida e todas elas foram muito dolorosas para mim. Eu fui criado para execitar uma força mental enorme para não chorar e sucumbir ao primeiro fracasso. Mas chorei muito nos últimos quatro anos. Lavei com lágrimas sentimentos que fui acumulando, torrei dinheiro para ver se conseguia um pouco de sossego mas não adiantou. Mudei de cidade algumas vezes para ter novos horizontes, nada serviu. Namorei, casei, tive filho, aluguei casa, mobiliei tudo e quis ali formar um lar, desgastando minha coluna vertebral em quase todas as companhias de ônibus da região sul do país; me separei, não tinha nada e nem precisava. Fui roubado por um dos meus empresários, pouco dinheiro, o outro abandonou a banda por motivos pessoais e agora, depois de trabalhar anos e anos construindo algo que durou, mas está no osso de manter, preciso recomeçar a erguer minha banda. Fiz músicas que nunca serão gravadas, produzi canções que nunca serão ouvidas, tudo para que uma delas, como uma gota, caia nas mãos de alguma editora que não irá trabalhar ou vender esta canção.
Não tenho apoio financeiro de ninguém. Meus pais são pessoas ótimas e me legaram um teto onde morar. Mas só isso. Nunca ganhei mesada, nunca fui pra Disney, nunca ganhei carro do ano, nunca achei que isso seria mais importante do que o apoio moral que eu necessitava para ser artista, músico, escritor, até historiador. Não foi em casa que eu consegui esse suporte. Foda-se.
Mas agora, embalado por minhas reclamações, vejo porque os fantasmas da minha mente me assolam. Enquanto outros esquecem, fingem que não enxergam, dão as costas, eu acho que tenho essa vida escondida, cheia de mentiras e desaprovações, ilusões, separações, dor de cotovelo, tudo isso encrustado em alguma parte viva de mim. E talvez isso esteja, enfim, saindo pra fora porque é preciso aceitar que estou muito feliz, muito bem resolvido, muito trabalhador, muito sério, muito focado em fazer coisas que sejam reais para mim, para meu filho, para minha família, para meus sócios e amigos, para o amor que algumas mulheres ainda sentem por mim, pela paz universal, pelo dinheiro que ainda vou ter que conquistar.
Estou procurando e na verdade o caminho é todo, todo, todo, todinho bem longe do passado. E que morra esse passado.
terça-feira, outubro 27, 2009
Procurando Lily Allen
Fui uma criança muito sonhadora e um dos meus passatempos preferidos entre as aulas no Alvorada e na Casa Thomas Jefferson era imaginar para onde meus sonhos, meus objetivos, me levariam se eu fosse nascido em outro lugar. Criava aquela ilusão gigantesca dentro da mente, conseguia enxergar pessoas, conseguia ver lugares onde eu nunca estive, fotografias, compunha hinos populares, roques, etc, nada que pudesse me tirar da minha verdadeira realidade.
Na juventude eu fui pai da primeira filha da Madonna. Tive um sonho muito longo sobre o assunto, ela dizia que me amava porque eu não invejava o sucesso dela, me pagava uma passagem por semana de Brasília para New York para eu poder ver nossa filha e me abraçava e beijava como nunca. Visto que não sou jesus e nem luz, hoje acho maneiro saber que o namorado da Madonna é um menino comum. Zina, o homem mais comentado das mesas de bares, repetido por tantas pessoas, já imaginava que teria casa, que conheceria a Sabrina Sato e o Ronaldo, imaginação pra tudo.
Um dia eu li que a Lily Allen gosta de homens mais velhos. Porra, ela só vem namorando anciões mesmo, o último deles é um homem de meia idade, (risos), imaginei que eu também estou nesta mesma reta, a reta da meia idade chegará, e eu serei o sonho de consumo da Lily Allen. Qual o caminho e o preço?
Mas convenhamos, da minha parte acho ela uma gata. Uma gata incondicional.
Da outra parte, convenhamos, eu só fui até os cassinos argentinos, ciudad del este, rosário, venezuela, e na pontinha do uruguai. Quando eu imaginava um lugar, era a Califórnia que aparecia para mim.
A melhor parte de todas elas era ter um fender jazz bass, que eu tenho, mas que eu sonhei anos e anos e anos com isso. O fender perdia nos sonhos para algumas gatas desconhecidas, para um fórmula 1 e para o tenista número 1 de 1993.
Na juventude eu fui pai da primeira filha da Madonna. Tive um sonho muito longo sobre o assunto, ela dizia que me amava porque eu não invejava o sucesso dela, me pagava uma passagem por semana de Brasília para New York para eu poder ver nossa filha e me abraçava e beijava como nunca. Visto que não sou jesus e nem luz, hoje acho maneiro saber que o namorado da Madonna é um menino comum. Zina, o homem mais comentado das mesas de bares, repetido por tantas pessoas, já imaginava que teria casa, que conheceria a Sabrina Sato e o Ronaldo, imaginação pra tudo.
Um dia eu li que a Lily Allen gosta de homens mais velhos. Porra, ela só vem namorando anciões mesmo, o último deles é um homem de meia idade, (risos), imaginei que eu também estou nesta mesma reta, a reta da meia idade chegará, e eu serei o sonho de consumo da Lily Allen. Qual o caminho e o preço?
Mas convenhamos, da minha parte acho ela uma gata. Uma gata incondicional.
Da outra parte, convenhamos, eu só fui até os cassinos argentinos, ciudad del este, rosário, venezuela, e na pontinha do uruguai. Quando eu imaginava um lugar, era a Califórnia que aparecia para mim.
A melhor parte de todas elas era ter um fender jazz bass, que eu tenho, mas que eu sonhei anos e anos e anos com isso. O fender perdia nos sonhos para algumas gatas desconhecidas, para um fórmula 1 e para o tenista número 1 de 1993.
terça-feira, outubro 20, 2009
Crônicas do Lago Norte
O jovem Jonas sempre quis ter uma namorada. Era até um menino bonito, dentes perfeitos, olhos pretos bem delineados, a cabeça era ideal para o tamanho dos ombros e as roupas das marcas mais fuleiras sempre caiam bem nele. Então, além de sempre se apresentar bem ainda tinha a inteligência a seu favor. Costumava ser um jovem bastante requisitado pelos amigos pela sua capacidade de fazer rir e tocar violão, aliás, tocava muito bem violão e cavaquinho.
Queria uma namorada. Elas sumiam quando ele chegava com a proposta. Jonas até ficava com as meninas, mas elas não queriam ele para namorado. Achavam ele lindo, bonitinho, o melhor cara para se abrir. Merda, ser amigo de mulher, das meninas que desejava... uma merda.
Um dia Jonas simplesmente desistiu e foi pro Rio de Janeiro. Lá conseguiu um emprego como assistente de um programa de televisão virtual, nada demais. Uma câmera, um A4 de sinopse, um fundo azul e pronto. Tudo na mão dos entrevistados. Jonas achava que o trabalho lhe tirava a idéia de namorar da cabeça. Não só começou a achar como, de assistente, passou a diretor do programa e não teve mais tempo para curtir a praia ou sair pra balada. Jonas virara um excelente profissional.
Um dia resolveu caminhar pelo seu bairro. Já tinha grana e tempo de Rio de Janeiro pra morar em um bairro legal; escolheu morar em Copacabana porque curtia o Arpoador e porque sentia naqueles corredores de vento que se formam entre os prédios a beira-mar que as coisas não paravam no mesmo lugar, assim como suas idéias.
Geovanna tinha vontade de ser solteira e esbarrou com Jonas no programa dele de internet. Ela era uma negra muito bonita, cabelos armados no estilo "poder negro", usava saias florais o tempo todo e usava argolas muito grandes nas orelhas. Era uma mulher de deixar qualquer pessoa confusa, ou pela beleza, ou pelo tamanho. Para Jonas, mais uma pessoa. Mas para Geovanna era o final da sua solteirice. Apegada ao sentimento de ser sempre cortejada e desejada, não sentiu nenhum de seus charmes fazer efeito em Jonas. Nada, nem o decote abertinho no final funcionou. Ela foi embora e pensou nele durante meses, meses, meses, meses.
Queria uma namorada. Elas sumiam quando ele chegava com a proposta. Jonas até ficava com as meninas, mas elas não queriam ele para namorado. Achavam ele lindo, bonitinho, o melhor cara para se abrir. Merda, ser amigo de mulher, das meninas que desejava... uma merda.
Um dia Jonas simplesmente desistiu e foi pro Rio de Janeiro. Lá conseguiu um emprego como assistente de um programa de televisão virtual, nada demais. Uma câmera, um A4 de sinopse, um fundo azul e pronto. Tudo na mão dos entrevistados. Jonas achava que o trabalho lhe tirava a idéia de namorar da cabeça. Não só começou a achar como, de assistente, passou a diretor do programa e não teve mais tempo para curtir a praia ou sair pra balada. Jonas virara um excelente profissional.
Um dia resolveu caminhar pelo seu bairro. Já tinha grana e tempo de Rio de Janeiro pra morar em um bairro legal; escolheu morar em Copacabana porque curtia o Arpoador e porque sentia naqueles corredores de vento que se formam entre os prédios a beira-mar que as coisas não paravam no mesmo lugar, assim como suas idéias.
Geovanna tinha vontade de ser solteira e esbarrou com Jonas no programa dele de internet. Ela era uma negra muito bonita, cabelos armados no estilo "poder negro", usava saias florais o tempo todo e usava argolas muito grandes nas orelhas. Era uma mulher de deixar qualquer pessoa confusa, ou pela beleza, ou pelo tamanho. Para Jonas, mais uma pessoa. Mas para Geovanna era o final da sua solteirice. Apegada ao sentimento de ser sempre cortejada e desejada, não sentiu nenhum de seus charmes fazer efeito em Jonas. Nada, nem o decote abertinho no final funcionou. Ela foi embora e pensou nele durante meses, meses, meses, meses.
segunda-feira, outubro 19, 2009
Crônicas do Lago Norte
O jovem I estava com a faca nos dentes indo de encontro a uma senhora. Ela parecia frágil e usava apenas um robe vermelho bem comprido e puído pelo uso. Na sua mão pousava leve, na palma da mão, uma navalha fechada. O jovem I queria muito aquela navalha e sabia como conquistá-la. Jogou a faca que estava em seus dentes na direção da senhora, bem na altura dos olhos dela. No instante em que ela desviou do ataque lá estava ele, ao lado dela. Apenas tocou com a mão esquerda o ombro da senhora e gentilmente tirou com a outra mão a navalha da palma da mão dela.
O sonho mudou...
O jovem I respirava ofegante deitado de costas para o chão. Não sabia de onde tinha caído ou se tinha sido jogado. Mas o corpo estava todo dolorido e uma das pernas parecia esmagada. Apesar do terror, do sangue, da sujeira toda não havia dor. Apenas terror.
O raio que caiu ao seu lado não fez barulho. Emanou uma forte descarga de luz, iluminou a sala bem no cantinho e desenhou no firmamento um feixe de energia dos mais grossos. I ficou dominado pela fúria da natureza, não podia se mexer e estava tomando raios na cabeça. O som voltaria depois, três dias depois, aos seus ouvidos.
O sonho mudou...
O jovem I olhava o corpo da jovem ao seu lado como se não pudesse afastar seus olhos um segundo sequer. Ela era linda, jovem da pele alva sem pintas. Dormindo parecia exatamente como quando estava acordada: tímida, silenciosa, esbelta. I, nu, só pensava na segunda vez, na segunda chance que teria com ela, acorde jovem querida, ele queria mais uma dose daquele corpo, daquela mulher que cuidava da portaria de seu coração. I lembrou-se da primeira vez que a viu. Sentiu um estranho esquisito frio na espinha, que é isso, ficar abobado por causa de mulher? I pensava, abobado, mas por esta mulher aqui... acorde, acorde, acorde de novo. E quando a bela jovem abriu os olhos, I não mais olhava ela de tão perto. Preparava café, um sanduíche frio e apertava um baseado para ela. Então Thaiane se levantou nua e foi quando seus seios emanaram uma luz forte e I sentiu que talvez pudesse tê-la quantas vezes quisesse naquela hora. I estava muito feliz.
O sonho mudou...
O jovem I respirava ofegante deitado de costas para o chão. Não sabia de onde tinha caído ou se tinha sido jogado. Mas o corpo estava todo dolorido e uma das pernas parecia esmagada. Apesar do terror, do sangue, da sujeira toda não havia dor. Apenas terror.
O raio que caiu ao seu lado não fez barulho. Emanou uma forte descarga de luz, iluminou a sala bem no cantinho e desenhou no firmamento um feixe de energia dos mais grossos. I ficou dominado pela fúria da natureza, não podia se mexer e estava tomando raios na cabeça. O som voltaria depois, três dias depois, aos seus ouvidos.
O sonho mudou...
O jovem I olhava o corpo da jovem ao seu lado como se não pudesse afastar seus olhos um segundo sequer. Ela era linda, jovem da pele alva sem pintas. Dormindo parecia exatamente como quando estava acordada: tímida, silenciosa, esbelta. I, nu, só pensava na segunda vez, na segunda chance que teria com ela, acorde jovem querida, ele queria mais uma dose daquele corpo, daquela mulher que cuidava da portaria de seu coração. I lembrou-se da primeira vez que a viu. Sentiu um estranho esquisito frio na espinha, que é isso, ficar abobado por causa de mulher? I pensava, abobado, mas por esta mulher aqui... acorde, acorde, acorde de novo. E quando a bela jovem abriu os olhos, I não mais olhava ela de tão perto. Preparava café, um sanduíche frio e apertava um baseado para ela. Então Thaiane se levantou nua e foi quando seus seios emanaram uma luz forte e I sentiu que talvez pudesse tê-la quantas vezes quisesse naquela hora. I estava muito feliz.
domingo, outubro 18, 2009
segunda-feira, outubro 12, 2009
Crônicas do lago Norte
Um irmão disse para o outro ao ouvir a nova canção de Michael Jackson, esse cara não acompanhou o tempo, não abusa das coisas na moda e usa estalo de dedo como caixa, mas os turnovers dela são ótimos, ao que o outro respondeu, ele não acompanhou mesmo. não deve nem saber quem é Britney, Chistina ou Amy, ehehehhehe.
Michael Jackson morreu como Elvis Presley: de overdose de remédios, à beira da falência, depois dos 40 anos e tentando retomar a carreira, disse o irmão menos cabeludo.
Michael Jackson morreu como Elvis Presley: de overdose de remédios, à beira da falência, depois dos 40 anos e tentando retomar a carreira, disse o irmão menos cabeludo.
sexta-feira, outubro 09, 2009
Crônicas do Lago Norte
Ela realmente me perguntou isso? Foi o que pensou o jovem músico quando uma amiga distante lhe disse que a vida era melhor quando você conhecia pessoas por todo o lugar. Não!, ele pensou. Não é tão simples assim. Porque existe um sentimento, a saudade, que se torna forte aliada da distância entre duas pessoas, duas almas que poderiam se conhecer melhor, ser mais amigas, até amantes, qualquer coisa as vezes é melhor do que viver a vida viajando. No entanto, ser um rambler fez dele essa pessoa notória, nômade, conhecedora dos métodos de esperteza que são necessários para viver na estrada. Nem doenças normais lhe aflingiam mais.
A saudade, esse sentimento encostado entre o peito e a cabeça, que se manifesta nas formas e nos dias e nas horas em que somos tomados pelo medo ou pela perda de alguma referência, que nos diz, porra, você pode ir atrás dela, tomá-la nos braços e dizer te amo, porra, abandonando tudo ou o pouco que temos, será viável?
A última mensagem que ele recebeu dela pelo msn foi assim, eu não sinto saudade daquilo que não tive, não, e deu-se uma trovoada forte em Brasília e a conexão da internet caiu. Ele tinha uma resposta na ponta dos dedos. Mas a saudade dela, dos olhinhos puxados dela, daquilo que nunca aconteceu entre eles, acabou se misturando com uma certa dose de bebida e virou uma triste canção.
A saudade, esse sentimento encostado entre o peito e a cabeça, que se manifesta nas formas e nos dias e nas horas em que somos tomados pelo medo ou pela perda de alguma referência, que nos diz, porra, você pode ir atrás dela, tomá-la nos braços e dizer te amo, porra, abandonando tudo ou o pouco que temos, será viável?
A última mensagem que ele recebeu dela pelo msn foi assim, eu não sinto saudade daquilo que não tive, não, e deu-se uma trovoada forte em Brasília e a conexão da internet caiu. Ele tinha uma resposta na ponta dos dedos. Mas a saudade dela, dos olhinhos puxados dela, daquilo que nunca aconteceu entre eles, acabou se misturando com uma certa dose de bebida e virou uma triste canção.
quinta-feira, outubro 08, 2009
Crônicas do Lago Norte
Dona I sempre se sentiu privilegiada. Morava na mesma casa onde criou seus filhos, onde conseguiu seu primeiro milhão de reais. Uma casa tão aconchegante quanto seria o útero de sua mãe, onde esteve um dia flutuando no plasma dourado do amor.
Acordou mais cedo, Dona I teve uma breve sensação de dever e foi olhar da porta da sala o seu quintal. Um quintal maravilhoso cheio de frutíferas árvores, flores, capim-santo, arbustos e rasteiras plantinhas verdes povoavam aqueles metros quadrados. Era o quintal onde todo dia de manhã Dona I pisava o orvalho descalça e sentia a energia do dia, do nascer.
Meses atrás uma bem-te-vi fez o seu ninho na mexeriqueira do quintal e ali teve três filhotes. Durante todo o processo Dona I acompanhou o maravilhoso crescimento dos pequenos bem-te-vis, aqueles biquinhos minúsculos aprendendo a comer, as cabecinhas começando a amarelar, o risquinho branco em forma de colar característico já estava lá, eles cantavam logo cedo na janela de Dona I, uma benção.
Olhar o pequeno bem-te-vi se exercitar, aprender a voar todos os dias era o prazer de Dona I. De manhã o bichinho vinha não sei de onde e pousava na máquina de execícios na varanda. E depois ele voava em tempo ritmado dali para a grade da porta e assim ficava, indo e vindo, batendo as pequenas asas, durante minutos seguidos até tomar coragem e voar para o nada de novo. E Dona I lembrou de uma conversa que teve ainda menina, sabe, os gatinhos quando nascem ficam sempre muito perto da mãe. Quanto mais eles crescem, mais a coragem os domina. Eles saem um passo, depois dois passos, depois um metro, depois seis metros e depois vão pra onde querem ir e as vezes não voltam mais. Foi nisso que pensou Dona I.
Acordou mais cedo, Dona I teve uma breve sensação de dever e foi olhar da porta da sala o seu quintal. Um quintal maravilhoso cheio de frutíferas árvores, flores, capim-santo, arbustos e rasteiras plantinhas verdes povoavam aqueles metros quadrados. Era o quintal onde todo dia de manhã Dona I pisava o orvalho descalça e sentia a energia do dia, do nascer.
Meses atrás uma bem-te-vi fez o seu ninho na mexeriqueira do quintal e ali teve três filhotes. Durante todo o processo Dona I acompanhou o maravilhoso crescimento dos pequenos bem-te-vis, aqueles biquinhos minúsculos aprendendo a comer, as cabecinhas começando a amarelar, o risquinho branco em forma de colar característico já estava lá, eles cantavam logo cedo na janela de Dona I, uma benção.
Olhar o pequeno bem-te-vi se exercitar, aprender a voar todos os dias era o prazer de Dona I. De manhã o bichinho vinha não sei de onde e pousava na máquina de execícios na varanda. E depois ele voava em tempo ritmado dali para a grade da porta e assim ficava, indo e vindo, batendo as pequenas asas, durante minutos seguidos até tomar coragem e voar para o nada de novo. E Dona I lembrou de uma conversa que teve ainda menina, sabe, os gatinhos quando nascem ficam sempre muito perto da mãe. Quanto mais eles crescem, mais a coragem os domina. Eles saem um passo, depois dois passos, depois um metro, depois seis metros e depois vão pra onde querem ir e as vezes não voltam mais. Foi nisso que pensou Dona I.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Crônicas do Lago Norte
Ele fica esperando no carro por dez minutos. O horário da reunião de pais é as onze horas da manhã. Enquanto em silêncio, aproveita esse tempo para registrar no celular uma nova canção, um blues inspirado na leitura da biografia de Big Bill Broonzy, um autêntico descarrego de emoções, uma experiência real.
Entrou em silêncio na sala designida para a reunião onde outras mães já se encontravam. Em poucos minutos outro casal chegou, eram dois pais apenas e algumas mães. Ele olhou atentamente o boletim de desempenho de seu filho, nada de notas e números, apenas anotações sobre o interesse da criança nas atividades da turminha e sobre seu grau de desenvolvimento ao longo do ano, ele olhou, achou graça de algumas colocações, sim, verdadeiras colocações, e esperou.
No meio da explicação de técnicas pedagócias e das atividades empregadas no alunos, ele quis saber como a concordância dos verbos poderia ser utilizada de forma criativa na escola. Sem nem deixar a professora responder, uma jovem mãe logo coloca, olha, na minha casa não é assim e minha filha já usa todas as concordâncias verbais. A gente ensina com exemplos. Vai ver na sua casa, com a convivência com a faxineira, os filhos dela, seu filho esteja vendo coisas erradas e tal..." Ignorância?
Como uma sábia coruja, ele postou-se calado. Todos os outros pais ficaram calados ante um comentário tão impróprio e carregado de preconceito.
E ele ficou ainda mais confuso. Será que a professora, a monitora, a pedagoga, o porteiro, ele mesmo, tem noção de que está o tempo todo usando corretamente a concordância dos verbos perto das crianças?
Ele não ficou mais confuso. Na sua família, com seu filho, ele nunca usou a expressão "a gente". Apenas "nós". Sorriu, foi dar um beijo no filho depois da reunião orgulhoso e foi pro trabalho continuar a rotina.
Entrou em silêncio na sala designida para a reunião onde outras mães já se encontravam. Em poucos minutos outro casal chegou, eram dois pais apenas e algumas mães. Ele olhou atentamente o boletim de desempenho de seu filho, nada de notas e números, apenas anotações sobre o interesse da criança nas atividades da turminha e sobre seu grau de desenvolvimento ao longo do ano, ele olhou, achou graça de algumas colocações, sim, verdadeiras colocações, e esperou.
No meio da explicação de técnicas pedagócias e das atividades empregadas no alunos, ele quis saber como a concordância dos verbos poderia ser utilizada de forma criativa na escola. Sem nem deixar a professora responder, uma jovem mãe logo coloca, olha, na minha casa não é assim e minha filha já usa todas as concordâncias verbais. A gente ensina com exemplos. Vai ver na sua casa, com a convivência com a faxineira, os filhos dela, seu filho esteja vendo coisas erradas e tal..." Ignorância?
Como uma sábia coruja, ele postou-se calado. Todos os outros pais ficaram calados ante um comentário tão impróprio e carregado de preconceito.
E ele ficou ainda mais confuso. Será que a professora, a monitora, a pedagoga, o porteiro, ele mesmo, tem noção de que está o tempo todo usando corretamente a concordância dos verbos perto das crianças?
Ele não ficou mais confuso. Na sua família, com seu filho, ele nunca usou a expressão "a gente". Apenas "nós". Sorriu, foi dar um beijo no filho depois da reunião orgulhoso e foi pro trabalho continuar a rotina.
terça-feira, outubro 06, 2009
Crônicas do Lago Norte
Não parecia o cantar de um sabiá. Muito menos parecia o zumbido de um mosquitinho a zanzar e bater no spot de luz do quarto. Era o ruído, o uníssono, o monótono som de um motor de avião rasgando bem longe o sono, o céu devia estar começando a ficar em tons mais lindos do que nunca, mas ela não estava nem aí para isso, seu corpo esfregava macio e lento sobre o meu e em um sussurro ela saiu: não busque água. não acenda a luz, não se deixe levar, a gente só tem que trabalhar de tarde, não é?
Quando o sono é verdadeiro, o corpo é um peso que a mente esquece ali, deitado, inerte, pulsando breve e lento e o coração fica leve. Não pude deixar de admirar minha mulher e aceitei seu conselho sem titubear. Eu sabia que nos próximos anos nunca mais teria essa paz de espírito. Um filho estava para chegar...
Quando o sono é verdadeiro, o corpo é um peso que a mente esquece ali, deitado, inerte, pulsando breve e lento e o coração fica leve. Não pude deixar de admirar minha mulher e aceitei seu conselho sem titubear. Eu sabia que nos próximos anos nunca mais teria essa paz de espírito. Um filho estava para chegar...
segunda-feira, outubro 05, 2009
Crônicas do Lago Norte
A questão do desperdício entre as pessoas não é algo bem resolvido na minha opinião. Há muita exaltação sobre os benefícios da preservação de alimentos e do consumo sustentável da natureza, mas vi nitidamente que, enquanto indivíduos, as pessoas na fila de um supermercado podem estar abusando da facilidade que pegar itens nas prateleiras e dispensá-los no caixa sem pensar no custo que isso gera para outras pessoas. O sistema de capital prevê o desperdício e o preço final de todos os produtos de um supermercado é baseado em muitos números, inclusive nas perdas materiais resultantes de manipulação indevida de certos produtos dentro do mercado.
Eu sou um desses homens que entra no supermercado com uma lista escrita para não perder tempo, nem o meu e nem o dos trabalhadores, nessas incursões. Ontem eu estava lá com meus irmãos comprando ingredientes para a mega feijoada que produzimos na casa de amigos, a lista inteira escolhida, aquele sol do lado de fora, todo mundo usando chinelo. Vem um senhor funcionário do supermercado e me pergunta se eu tinha pego um pacote de pães de queijo que estava em cima do balcão. Não, senhor, se fosse meu estava no meu carrinho. A resposta dele foi sensata: eu só trago até o caixa aquilo que tenho pra gastar. Esse pão de queijo já derreteu, deve estar estragando e, olha, isso sempre acontece aqui. Fiquei olhando o senhor, concordando com ele, a explicação para os preços dos supermercados tem a ver com isso, pagamos pelos produtos que são largados nas prateleiras, abandonados nos caixas e que não serão entregues a nenhuma pessoa necessitada. Vai tudo pra lixeira.
E se o lixo pudesse reclamar, aposto que só criticaria as latas meio cheias de cerveja, pô, esvazia isso aí antes de jogar fora, que desperdício, meu!
Eu sou um desses homens que entra no supermercado com uma lista escrita para não perder tempo, nem o meu e nem o dos trabalhadores, nessas incursões. Ontem eu estava lá com meus irmãos comprando ingredientes para a mega feijoada que produzimos na casa de amigos, a lista inteira escolhida, aquele sol do lado de fora, todo mundo usando chinelo. Vem um senhor funcionário do supermercado e me pergunta se eu tinha pego um pacote de pães de queijo que estava em cima do balcão. Não, senhor, se fosse meu estava no meu carrinho. A resposta dele foi sensata: eu só trago até o caixa aquilo que tenho pra gastar. Esse pão de queijo já derreteu, deve estar estragando e, olha, isso sempre acontece aqui. Fiquei olhando o senhor, concordando com ele, a explicação para os preços dos supermercados tem a ver com isso, pagamos pelos produtos que são largados nas prateleiras, abandonados nos caixas e que não serão entregues a nenhuma pessoa necessitada. Vai tudo pra lixeira.
E se o lixo pudesse reclamar, aposto que só criticaria as latas meio cheias de cerveja, pô, esvazia isso aí antes de jogar fora, que desperdício, meu!
quinta-feira, outubro 01, 2009
Crônicas do Lago Norte
Meu cérebro estava pegando fogo hoje de manhã. Quando meu filho dorme em casa, eu acordo cedo para levá-lo a escola, faço o café da manhã dele e preparo o uniforme, até brinco de carrinho ou de outra coisa também, entro no carro e vou para a Asa Sul deixar meu filho na escola. Chego em casa as oito e pouco. Cérebro em chamas. Penso em música habitualmente, estou olhando meu irmão mexendo no computador, pensando demais nas coisas, Caetano disse que existem canções demais hoje em dia, eu acolhendo essa idéia porque existem guitarras demais hoje em dia sendo produzidas; de todos os tipos, cores, modelos, qualidade, origem, tamanho. Eu que não compro instrumento desde 2005 não sinto necessidade de comprar mais um baixo ou uma guitarra. Eu teria um violão muito bom, coisa que eu não tenho, e talvez um microfone alemão. Nada mais. No entanto, cérebro fritando de idéias, são demais essas guitarras produzidas, mais de uma por pessoa, mais de mil por músico de verdade, e ainda existem as antigas guitarras e baixos e teclados e pianos e sanfonas e tudo mais...
Tanta coisa produzida e a qualidade da música produzida ainda está abaixo dos padrões em que o Brasil esteve a trinta anos atrás. Estamos cada vez mais distantes de um passado bonito, glorioso, virtuoso, boêmio, chique, preservado e rico em cores e mulheres bonitas. E eu que não fico perto de mulher bonita de jeito nenhum penso: está muito errado, são demais as guitarras nessa vida!
Tanta coisa produzida e a qualidade da música produzida ainda está abaixo dos padrões em que o Brasil esteve a trinta anos atrás. Estamos cada vez mais distantes de um passado bonito, glorioso, virtuoso, boêmio, chique, preservado e rico em cores e mulheres bonitas. E eu que não fico perto de mulher bonita de jeito nenhum penso: está muito errado, são demais as guitarras nessa vida!
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